Navratilova fica indignada com miséria que viu no Quênia.

Outubro 31, 2007 at 9:44 pm | In Mundo | 2 Comments

Brasil Contra a Pedofilia

Mathare (Quênia) – Aposentada, mas não inativa e sem propósitos na vida. Martina Navratilova esteve no Quênia como embaixadora da Fundação “Láureas do Esporte para o Bem”, que dá suporte à Associação Juvenil de Esportes de Mathare (MYSA), e se indignou com as cenas de miséria que viu por lá, especialmente quanto à situação das crianças. A ganhadora de nove torneios de simples de Grand Slam visitou uma das muitas favelas na periferia de Nairóbi e viu crianças órfãs, cujos pais morreram de AIDS, testemunhou a falta de infra-estrutura sanitária, a sujeira e os mosquitos por toda a parte.

Navratilova ficou incrédula ao saber quantas pessoas moram no local, com uma superconcentração de pessoas por metro quadrado. “Isto é ridículo”, comentou indignada. Estima-se que um em cada três adultos é HIV positiva e que 70 mil crianças vivam sob o risco de contrair infecções, malária, tifo, desinteria, cólera, pólio e de sofrer de subnutrição. Prostituição infantil, drogas, atos de barbárie são outras ameaças.

“É surpreendente como estas pessoas sobrevivem. Isto te faz pensar que não evoluímos muito como raça, com pessoas vivendo nestas condições e nada mudar. É uma vergonha para o governo queniano que permite que esta situação horrível continue. Veja estas crianças, elas não têm onde ir e são elas que se quer mais ajudar”, afirma ao jornalista do “Sunday Times”.

“Tudo isto te faz desejar tirar todas estas pessoas daqui, as crianças principalmente. Elas são ávidas e capazes, muito brilhantes. Querem fazer coisas, mas como sair daqui e ter sucesso na vida? É muito difícil, é preciso ser brilhante e isso não é justo”, continua Martina, dizendo-se afortunada por ter nascido na Tchecoslováquia, então sob regime comunista do qual ela fugiu. “O regime comunista era ruim, mas considerando todos os países em que poderia ter nascido, tive sorte. Havia oportunidades lá, como as quatro quadras de tênis na minha cidade. Aqui, as pessoas lutam por água limpa, então, o tênis não irá ajudar. O tênis ajuda as pessoas quando elas têm uma vida mais normal. Isto aqui não é uma vida normal, isto é inaceitável.”, critica. “Infelizmente, isto é o normal para estas pessoas. Elas são bonitas, são limpas e têm um sorriso no rosto, apesar deste ambiente repugnante. Os adultos conseguiram ter um sistema imunológico mais forte e tentam viver em outro lugar, mas as crianças não têm escolha. E fico pensando: posso adotar 10 delas? Quero fazer alguma coisa, uma reação típica (dela).”

A MYSA começou com 25 garotos do time de futebol, cresceu e hoje virou a maior entidade esportiva juvenil da África e um modelo para projetos similares nos outros países. A entidade possui atualmente 18 mil membros, com 1.128 equipes masculinas e 269 times femininos. Navratilova compara a ação da MYSA ao trabalho lento, mas duradouro de se plantar sementes. “Não sabemos o que teria acontecido a estas crianças se não tivessem tido a chance de jogar futebol e se tornado líderes em suas comunidades. É como uma semente. Se você planta algo e floresce, então, a primeira flor cria 100 mais. É o mesmo aqui.”.

Navratilova esteve pela primeira vez em Mathare em 1997 e na ocasião comprou material de marcenaria a pedido de um garoto. Após alguns meses, o jovem enviou e-mail à tenista dizendo que estava no negócio. “A oportunidade de alcançar seu potencial e atingir suas metas, é isso que estas pessoas querem e o que a MYSA e a Fundação “Láureas” tenta dar a eles.”

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FONTE: http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/ultnot/ult133u1083.htm

 

2 Comentários »

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  1. [...] Navratilova fica indignada com miséria que viu no Quênia [...]

  2. Continuo a dizer em todo os fóruns em que participo

    Quem lá esteve sabe a que me refiro…

    Continuação


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