Aprovadas medidas de proteção à criança

Outubro 19, 2009 at 10:02 pm | In América do Sul, Brasil, Brasília | Leave a Comment

O Parlamento do Mercosul aprovou nesta segunda-feira (19) duas propostas de proteção à criança e ao adolescente que vivem nos países do bloco: uma de criação de uma linha telefônica comum para o recebimento de denúncias de violações dos direitos de meninos e meninas, relatada pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), e outra que prevê parcerias com os provedores de internet para o combate à Pedofilia, elogiada pelos senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Aloizio Mercadante (PT-SP).

Na primeira proposta, os parlamentares sugerem ao Conselho do Mercado Comum que articule as medidas necessárias para pôr em funcionamento uma linha telefônica, gratuita e comum a todo o bloco, denominada Telefone da Criança, com o fim de proteger e garantir os direitos dos menores. Entre as ações previstas a partir desse instrumento, estão o encaminhamento dos casos denunciados aos órgãos competentes e a atenção profissional permanente e imediata às vítimas e suas famílias.

Na proposta sobre pedofilia, recomenda-se que haja um trabalho conjunto no bloco, com medidas concretas para evitar a difusão de material contendo pornografia infantil através da rede mundial de computadores, e que se coloque à disposição das autoridades competentes as ferramentas informáticas necessárias para facilitar as investigações.

A redação da proposta sobre pedofilia foi aperfeiçoada por Mercadante, que, lembrando a experiência do Legislativo brasileiro no combate a essa prática, ao citar o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, sugeriu o estabelecimento de parcerias com os provedores da Internet.

Fonte: Agência Senado

Policiais bolivianos obrigam jovens a fazer sexo e publicam imagens na web

Outubro 11, 2009 at 7:33 pm | In América do Sul, Crimes, Crimes Digitais | Leave a Comment

Três foram presos, mas grupo pode ter até sete participantes.
Crimes aconteciam em parque de La Paz
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Três policiais bolivianos foram presos sob a acusação de obrigar jovens (homens e mulheres) a ficarem nus e a praticar sexo para gravá-los com celular e publicar as imagens na internet.

Os agentes eram responsáveis pela segurança do parque onde praticavam os crimes fora do horário de serviço. O local, conhecido como “Bosquezinho de Pura Pura”, é uma das maiores áreas de lazer de La Paz. As prisões aconteceram nesta sexta-feira (9).

A imprensa local aponta que seriam até sete os suspeitos envolvidos no caso. Os vídeos -alguns dos quais chegaram a ser exibidios na TV- mostram que os policiais obrigavam as moças e rapazes a manterem relações sexuais sob ameaça de levá-los presos. O caso foi tornado público depois que uma vítima identificou os acusados.

Segundo o jornal “La Razón”, em um dos vídeos uma vítima recebe a ordem de abaixar as calças, ao que reage com a pergunta “que tipo de pessoas são vocês?”. “Não somos pessoas, somos policiais”, responde um dos suspeitos.

Citada pelo mesmo diário, a Justiça informa que os acusados se dizem inocentes.

Fonte: G1

Pesquisa denuncia e governo proíbe trabalho infantil em colheita de castanha

Setembro 19, 2009 at 10:36 am | In América do Sul | Leave a Comment

O governo boliviano vai emitir, por decreto supremo, uma “lista de trabalhos proibidos para crianças e adolescentes”. O documento será divulgado “nas próximas semanas”, garantiu na última terça (15) o ministro do Trabalho, Calixto Chipana. A medida teve como estímulo uma pesquisa – divulgada no mesmo dia – que aponta a exploração de 6.450 menores de idade em lavouras de castanha do país, de 2007 a 2008.

O decreto governamental deve proibir o trabalho de crianças e os adolescentes em colheitas de castanha, de cana-de-açúcar e na mineração. Os infratores da medida serão levados a julgamento.

A nova Constituição Política do Estado (CPE) protege os menores de idade da exploração laboral, mas seu cumprimento faz parte da política de Estado. O novo decreto governamental se soma às várias disposições legais existentes, como o Código Menino, Menina e Adolescente e os convênios internacionais.

O governo boliviano também deverá formar, “nos próximos dias”, uma comissão com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com o objetivo de verificar as denúncias sobre trabalho infantil nas colheitas de castanha, no norte da Amazônia boliviana.

De 2007 a 2008, 6.450 crianças e adolescentes bolivianos tiveram sua mão-de-obra explorada nas colheitas de castanha dos quatro municípios que compõem o “coração da zona castanheira” do país. Os salários são de 600 bolivianos (moeda local) para os homens e 300 para as mulheres. Os dados são do estudo Sem Tempo para Sonhar, divulgado na terça-feira pelo Centro de Estudos para o Desenvolvimento Laboral e Agrário (Cedla) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Nos município de Riberalta (Beni), Gonzalo Moreno, San Lorenzo e Puerto Rico (Pando), foram cerca de 2.600 crianças e um pouco mais de dois mil adolescentes explorados durante a coleta da castanha, de dezembro a março. Já no processamento do produto, de abril a novembro, 450 meninos e meninas e 1.400 jovens tiveram sua mão-de-obra explorada.

Os pesquisadores ouviram os relatos de meninos, meninas e adolescentes. Eles contaram que, na coleta, trabalham das 7h às 17h por cerca de 67 dias. No processamento, duas de cada três crianças e adolescentes trabalham cinco dias da semana, das 2h às 7h, e, em seguida, vão para a escola. Muitos deles dormem durante as aulas, “por falta de energia”, diz o texto.

O sistema sanitário das regiões castanheiras carece de infraestrutura adequada e de pessoal.

“Os menores de idade executam o trabalho em condições subumanas, expostos às picaduras de serpentes venenosas, de mosquitos e a enfermidades como a malária, que são típicas dos departamentos de Beni e pando, onde se realiza esse tipo de atividade”, apontou um texto da embaixada boliviana na Argentina.

“Não quero mais ser uma castanheira, porque me dou conta que é feio ser assim. Triste é a vida de um castanheiro”, disse uma adolescente que trabalha no setor. As crianças e os adolescentes que trabalham nessa atividade ainda executam tarefas domésticas durante uma média de 2,7 horas ao dia.

Fonte: Guia Global

Começa no Acre II Encontro Trinacional

Agosto 13, 2009 at 12:13 pm | In Acre, América Latina, América do Sul | Leave a Comment

Evento reúne representantes de várias instituições que buscam soluções para crimes que envolvem Brasil, Bolívia e Peru

Melhorar o fluxo de informação entre as polícias e Justiça dos três países. Esta parece ser uma das soluções que serão apontadas para os crimes comuns entre as fronteiras do Brasil, Peru e Bolívia. O II Encontro Trinacional de Representantes do Ministério Público, Magistratura e Polícias, que iniciou na noite de quarta-feira, 12, no Teatro Plácido de Castro, e que busca encontrar meios para o enfrentamento de problemas como o tráfico de drogas e pessoas, pesca predatória, exploração ilegal de madeira e a exploração sexual infantil.

Para o comandante da polícia do Departamento de Pando, Adriano Soliz Aparício, o encontro é uma oportunidade importante para trocar informações e experiências da área policial, além de conhecer os problemas enfrentados pelo Brasil e Peru.

Um dos crimes enfrentados pelo Acre é a questão do roubo de carros que são levados para a Bolívia. Segundo o comandante Soliz, este é um problema que também envolve a polícia boliviana, uma vez que estes veículos, ao entrar no país vizinho, são desmanchados, vendidos para consumidores alheios à situação ou trocados por drogas. Para ele, uma solução seria melhorar o fluxo de informação entre as polícias, para melhor integrar os trabalhos policiais e obter melhores resultados.

O coronel Ramalho Barros, representante da Polícia Militar, lembrou que já vêm sendo feitas várias reuniões informais entre as polícias dos países vizinhos para promover este trabalho integrado. “Mas o encontro é uma reunião formal que vai dar alguns encaminhamentos importantes”, ressaltou.

O primeiro encontro foi realizado pelo Ministério Público Peruano na cidade de Iñampari, fronteira com Assis Brasil. “Este é um espaço para reclamarmos nossos problemas e nos juntarmos para encontrar soluções ideais, rápidas e efetivas para questões como a exploração sexual infantil, a mão-de-obra escrava, o tráfico de pessoas, de entorpecentes, a pesca predatória. Hoje a Polícia Federal tem um excelente relacionamento do a polícia boliviana. Nós queremos que todas as instituições tenham o mesmo entrosamento”, ressaltou o Procurador Geral de Justiça do Ministério Público Estadual, Edmar Monteiro.

O encontro segue nesta quinta-feira com reuniões temáticas sobre Infância, Juventude e Direitos Humanos; Meio Ambiente e Combate ao Crime Organizado. À noite os doutores Rogério Meirelles Caldas, do MPE do Rio Grande do Sul, proferem palestra a palestra “Problemas e soluções na região da Fronteira”.

O chefe do gabinete civil, Edson Manchini, que representou o governador Binho Marques no encontro, destacou que todas as sugestões apontadas pelo encontro serão discutidas para fazer parte do plano estadual de segurança pública. “Num encontro como este são trocadas experiências no enfrentamento da violência, do tráfico de pessoas e entorpecentes, da entrada ilegal de mercadorias. O Ministério Público está de parabéns por trazer uma reunião como esta para o Estado, uma prova de que o Acre entrou no calendário de grandes eventos”, disse.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

Rotas da exploração sexual na Amazônia

Agosto 7, 2009 at 5:55 pm | In América do Sul, Biblioteca Virtual | Leave a Comment

Em pouco mais de cinco anos, o disque contra exploração sexual registrou 14 mil denúncias na Amazônia Legal. A região é também a principal rota do tráfico de mulheres no Brasil. Para especialistas, a impunidade, a migração e a falta de políticas públicas são algumas das causas do problema.

Por Fabíola Munhoz, do Amazônia.org.br

Em todo o país, os Estados campeões em exploração sexual se encontram na Amazônia Legal. São eles: Maranhão, Pará e Amazonas. Em pouco mais de cinco anos (de maio de 2003 a outubro de 2008), o Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes – Disque 100 – registrou 14 mil ligações na Amazônia Legal. Isso significa que, em média, 2.800 casos de exploração sexual foram denunciados por mês na região.

São diversas as áreas da Amazônia com mulheres vulneráveis ao tráfico e à exploração sexual. As formas com que esse tipo de violência acontece variam, assim como os perfis de suas vítimas. Porém, elas têm algo em comum: estão mais sujeitas à submissão decorrente da diferença de gênero, num lugar em que as políticas públicas não chegam até a população.

De acordo com dados da Pesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para fins de Exploração Sexual Comercial (Pestraf – http://www.amazonia.org.br/guia/detalhes.cfm?id=322378&tipo=6&cat_id=43&subcat_id=1) – realizada pelo Centro de Referência, Estudos e Ações Sobre Crianças e Adolescentes (Cecria), em 2002, essas mulheres geralmente vêm de classes populares, apresentam baixa escolaridade, habitam espaços urbanos periféricos, com carência de saneamento e outros bens sociais comunitários, moram com algum familiar, têm filhos e exercem atividades laborais de baixa exigência.

O estudo também aponta a predominância de mulheres negras, entre 15 e 27 anos, como principais vítimas do tráfico.

Poder & Sexo

O pesquisador da organização Sociedade de Defesa dos Direitos Sexuais da Amazônia (Só Direitos), Marcel Hazeu, estudou o tráfico de mulheres do Brasil e da República Dominicana para o Suriname ao elaborar a pesquisa Tráfico de Mulheres: um novo/velho drama amazônico (http://www.amazonia.org.br/guia/detalhes.cfm?id=322380&tipo=6&cat_id=43&subcat_id=1). Por meio do estudo, ele conheceu 18 mulheres da Amazônia brasileira, vítimas da exploração sexual.

Nesse trabalho, Hazeu constatou que as histórias pessoal e familiar das mulheres amazônidas envolvidas com o comércio do sexo revelam violência doméstica, exploração, migração e trabalho precoce.”Temos um tipo de coronelismo na Amazônia, em que as pessoas que têm uma certa posição de poder se apropriam das pessoas que estão submetidas a elas. Prefeitos, delegados, grandes fazendeiros, comerciantes atuam especialmente no interior do Estado, vivendo como 50 anos atrás, em que podiam mandar nas pessoas do seu entorno”, diz Hazeu.

Amazônia – principal rota para comércio sexual

O estudo do Cecria também apontou, por meio dos inquéritos, processos, mídia e dos casos de tráfico levantados pelas regiões, 241 rotas de tráfico que passam por solo brasileiro. Destas, 110 pertencem ao tráfico interno (78 rotas interestaduais e 32 intermunicipais) e 131 ao tráfico internacional.

O tráfico internacional tem a Amazônia como um dos principais pontos de origem. As rotas saem de Estados como Pará, Amazonas e Amapá rumo a países latino-americanos- como o Suriname e a Bolívia- e até mesmo a Espanha e Alemanha.

O problema é tão crítico que o governo no Suriname se propôs a discutir a respeito com autoridades brasileiras, no encontro realizado no último mês de maio, em Belém (PA), chamado “Diálogos sobre a atenção à Migração Feminina entre Brasil e Suriname.

Do evento, saíram promessas de iniciativas conjuntas para combater e prevenir o tráfico na fronteira entre os dois países e dar assistências às vítimas desse problema, a partir de uma rede de identificação e articulação dos entes governamentais e não-governamentais responsáveis por esses serviços. Veja a declaração do encontro – http://www.amazonia.org.br/guia/detalhes.cfm?id=322381&tipo=6&cat_id=38&subcat_id=1.

No aeroporto de Belém, foi instalado um posto de informação sobre direitos do migrante. “Agora os brasileiros que saem do país são abordados não só pelos traficantes, mas também por esse serviço de orientação”, diz o pesquisador da Só Direitos.

A região Norte do país também é tida como principal rota do tráfico de mulheres e adolescentes no âmbito nacional. O problema é relacionado à existência de garimpos, prostíbulos, área portuária, cárcere privado e fazendas. O Cecria aponta que o tráfico de mulheres da Amazônia dentro do Brasil é feito, principalmente, a partir de Acre, Amapá, Amazonas, Tocantins, Rondônia e Roraima com destino a diversas regiões do país.

Só no Amazonas, estão 76 das rotas do tráfico sexual, tanto internacional, quanto interno. Para Flávia Cunha, antropóloga e consultora da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM), as causas são grande distancia geográfica do lugar e condições de vida precárias. “Temos, na região, o fato comuns de afilhadas, meninas de comunidades indígenas ou outras regiões pobres, serem recebidas nas casas de famílias com melhores condições, onde trabalham como empregada doméstica e são iniciadas sexualmente pelo chefe da família”, explicou.

Hazeu, da ONG Só Direitos, explica também que, pela lógica da ocupação da Amazônia, sempre houve a migração de pessoas na região, em busca de melhorias de vida, e esse processo traz resquícios de violência, como trabalho escravo e outros tipos de violação dos direitos dos migrantes. “Garimpos e outros grandes projetos sempre têm o estímulo direto ou indireto à migração e, ao mesmo tempo, a ocupação do crime organizado para se aproveitar dos migrantes que chegam e saem sem proteção”, explica.

Nesse contexto, ele também diz que as mulheres da Amazônia, muitas vezes vítimas de abuso sexual desde a infância, por não terem autoestima ou confiança nos seus familiares, aceitam facilmente as propostas para abandonar seu local de origem atrás de oportunidades.

“As mulheres acompanham o fluxo de desenvolvimento da Amazônia e migram junto com a mão-de-obra masculina para construções e fazendas, dando apoio a esses homens, como cozinheiras ou prostitutas. Mas, após essa atração de migrantes, há também a expulsão deles, quando já não são mais úteis a esses projetos econômicos”, acrescenta.

Hazeu informa que a maioria das mulheres que migra para se prostituir dificilmente consegue se restabelecer depois. Algumas voltam para Belém viciadas em drogas e com traumas, enquanto outras retornam a sua terra sem o dinheiro que esperavam conseguir ou permanecem no país para onde migraram, casadas com estrangeiros que continuarão a explorá-las.

Busca por soluções

Para combater a exploração sexual, a ONG Só Direitos forma lideranças nas comunidades paraenses e dá informação para quem vai viajar sobre o problema do tráfico e os locais onde os migrantes podem buscar ajuda caso precisem. “Também dialogamos com o governo para que sejam implantadas políticas não só assistencialistas. Deveria ser dado o Bolsa Família especialmente às famílias de mães solteiras, pois são elas que têm maior vulnerabilidade ao tráfico”, disse.

Flávia Cunha, que é consultora da SPM há um ano e estuda a implementação do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contras as Mulheres, diz que, desde 2007, quando foi criado o Pacto, o Amazonas e o Pará fazem parte do plano. Para dar assistência às vítimas da exploração sexual, a SPM vem criando Centros de Referência (CR). Na Amazônia, foi instalado o CR Maria do Pará, em Belém, e estão se implantando outros centros em cinco municípios do interior do estado.

Segundo Flávia, esses centros atendem mulheres que estão presas ou são vitimas de tráfico, exploração sexual e violência doméstica ou familiar. Alguns projetos apoiados pela secretaria focam campanhas informativas e preventivas, enquanto outros dão assistência social, jurídica e psicossocial às mulheres, incentivando os organismos da sociedade civil que já realizam esse trabalho.

“No interior do Pará, há rapto de mulheres da maneira mais abrupta para aliciamento ao tráfico. Os olheiros forçam a menina a se prostituir. Os CRs precisam estar capacitados para atender mulheres que viveram experiências traumáticas como essas”, afirmou.

Porém, a unidade de Belém só atende à capital e à região metropolitana enquanto ainda estão sendo instalados outros centros em outros sete municípios do Pará, como Abaetetuba, Santarém, Capanema, e Xinguara.

No Amazonas, o CR de Manaus atende à cidade e à região metropolitana, e existe o projeto para instalação de um centro em São Gabriel da Cachoeira, onde 95% da população são indígenas, que têm dificuldade de acesso aos serviços sociais e são cada vez mais vulneráveis à exploração sexual.

Os Centros de Referência Especial de Assistência Social (Creas), vinculados ao Ministério do Desenvolvimento Social, trabalham de forma conjunta com a SPM no atendimento à mulher vítima de exploração e violência sexual. Porém, como informou a Rádio Nacional da Amazônia, esses locais, que prestam apoio às crianças e adolescentes, estão em apenas 194 dos 807 municípios da Amazônia – 25% do total.

Segundo a Rádio, na Ilha do Marajó, funciona o único Crea com estrutura para atuação regional na Amazônia Legal. Os serviços de assistência disponíveis estão longe de dar conta do grande número de casos de exploração sexual existentes na região.

Contra a impunidade

Ricardo Lins, representante do Ministério da Justiça (MJ), diz que a Polícia Federal (PF), que é responsável pela repressão ao trafico internacional de pessoas, está capacitando seus agentes para aumentar a eficácia das suas ações de combate ao comércio sexual. “Temos uma articulação com o MP, Estadual e a Federal para trabalhar de forma mais integrada para reprimir as rotas”, destacou.

Ele também diz que foi implantado um Núcleo de enfrentamento ao tráfico de pessoas em Belém, e o MJ já está recebendo proposta de outros Estados para a instalação de novos núcleos. Mas, esses centros só podem ser criados nos Estados que aderem ao Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). “Ainda este ano será inaugurada um núcleo no Acre, e o Amazonas está no processo de adesão para se instalar uma unidade lá também”, informou Lins.

A pasta articula ações de prevenção ao tráfico nos estados que aderem ao Pronasci, com capacitação e formação de agentes públicos e da sociedade civil, campanhas de prevenção ao problema e incentivo à produção de pesquisas sobre o tema na região Norte.

Lins concorda que um único centro de combate ao tráfico sexual para toda a Amazônia é insuficiente, mas diz que o governo federal, numa articulação entre vários ministérios, pretende estender esse programa a todos os estados brasileiros.

Segundo o representante do MJ, os casos de tráfico internacional de mulheres, denunciados por organizações da região Norte ao Ministério, são monitorados e encaminhados por meio de uma articulação da pasta com a Polícia Federal (PF) local e o Ministério Público Federal (MPF). “Mas, é difícil identificar quem são os criminosos”, afirma.

Hazeu, da ONG Só Direito, explica que muitas mulheres acreditam serem culpadas por terem sido vítimas do tráfico sexual e, por isso, não denunciam seus agressores. “A impunidade é causada, em grande parte, pela dificuldade de se chegar até os criminosos. Esse é um dos motivos pelos quais a informação é tão importante”, diz.

Fonte: VERMELHO

Colômbia combate trabalho infantil em minas de esmeralda

Agosto 7, 2009 at 1:20 pm | In América do Sul, Colômbia, EUA | Leave a Comment

Ação em parceria com a Organização Internacional para Migrações, OIM, e o governo dos EUA quer eliminar mão-de-obra infantil em minas de esmeralda.

crianças colombianas trabalho infantilA Organização Internacional para Migrações, OIM, informou ter se juntado ao governo da Colômbia para ajudar o país a combater o trabalho infantil em minas de esmeralda.

Segundo a OIM, durante as últimas duas décadas, crianças têm sido usadas como mão-de-obra nas minas do município de Muzo, no Departamento de Boyacá.

Centro

A região é considerada o maior centro produtor de esmeraldas colombianas.

A ação de combate está sendo feita em parceria com a Agência Internacional dos Estados Unidos para Desenvolvimento e apoiada pela Federação Nacional de Esmeraldas da Colômbia.

De acordo com a OIM, os menores foram enviados às minas para trabalhar durante as décadas de 80 e 90, quando muitas mães ficaram viúvas por causa da onda de violência no país.

Escolas e Apoio

A Colômbia vive um conflito civil há mais de quatro décadas entre tropas do governo, grupos rebeldes e paramilitares.

O projeto vai receber US$ 500 mil, o equivalente a R$ 925 milhões, e deve beneficiar 300 famílias.

O dinheiro servirá para melhorar a infraestrutura de escolas e oferecer seminários e apoio psicossocial às vítimas do trabalho infantil e suas famílias.

Fonte: Rádio ONU

Rodovias do Pará estão escancaradas ao crime

Junho 17, 2009 at 4:17 pm | In América do Sul, Denúncia, Pará | Leave a Comment

Montezuma Cruz

Frente Parlamentar em Defesa da PRF exige a
contratação imediata de mil agentes

A criminalidade nas rodovias federais na Amazônia motivou hoje a Frente Parlamentar em Defesa da Polícia Rodoviária Federal a pedir audiência ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a fim de convencer de vez o governo a incluir a segurança entre as suas prioridades de investimentos. No café da manhã promovido pela Frente, o deputado Fernando Melo (PT-AC) sugeriu a união de esforços das frentes de saúde e do trânsito seguro para demonstrar ao ministro a necessidade de recompor o quadro de agentes da PRF.

A Frente pede ao governo federal a contratação de pelo menos mil agentes, em caráter de urgência, “para atender às mínimas condições de funcionamento dos postos nas rodovias federais”. A reivindicação é respaldada pela Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais.

“Todos sabem que o ministro irá argumentar a crise financeira, e com razão, mas poderemos demonstrar os benefícios que a fiscalização rigorosa proporcionará ao País”, afirmou Melo. Ele mencionou os gastos de R$ 5 bilhões anuais na rede hospitalar, com acidentes de trânsito nas rodovias federais, mas no cômputo geral essas despesas se elevam para R$ 22 bilhões, incluindo-se gastos médicos, hospitalares, de perda de renda, remoção e recuperação de veículos, administrativos, judiciais e previdenciários. Os números são do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada. “Precisamos salvar vidas e gastar menos com isso; este é um dos motivos, mas há muitos mais”, assinalou.

Descaso com rodovias faz crescer criminalidade

A reunião repetiu que a PRF tem sob sua jurisdição a maior dimensão territorial de trabalho, “porém, o menor contingente”, observou o deputado William Woo (PSDB-SP), comentando a criação de um fundo para investimentos tecnológicos para a PRF. No entanto, cobrou os colegas: “Não podemos ficar só nesses encontros, precisamos cobrar decisões para que a PRF possa cumprir sua obrigação constitucional de se fazer presente nas rodovias brasileiras”.

Desvio de função é grave

BRASÍLIA – Acre, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins não aceitam o efetivo diminuto. Nas divisas de estados e nas regiões fronteiriças entram armas, sai madeira e continua assustador o roubo de automóveis, caminhões, e cargas. Somam-se a isso os crimes de pedofilia, tráfico de drogas e de seres humanos, lembra a Frente.

À falta de agentes, policiais militares são escalados para os postos, embora a PM esteja tão deficitária quanto a PRF, queixou-se o deputado José Geraldo (PT-DF). “É como descobrir um santo para vestir outro, e esse desvio de função traz problemas, porque a PRF não quer fazer inquérito”, queixou-se o deputado José Geraldo (PT-PA).

Em 1998 havia um total de 10 mil agentes rodoviários, hoje são menos de nove mil. As vagas abertas ainda não foram preenchidas pelos 403 aprovados no concurso público de 2008. OS excedentes esperam há três meses uma decisão do Ministério do Planejamento.

Com apenas dois postos em funcionamento na região oeste, o Pará está escancarado à criminalidade nas rodovias, denunciou José Geraldo, ao defender a estruturação de postos policiais. “É inconcebível atuar em todas as situações quando Itaituba, Novo Progresso e Rurópolis, nem a BR-163 (Cuiabá-Santarém) em toda a sua extensão, possuem condições de fiscalizar a cargas e passageiros”, protestou o parlamentar.
“Na região oeste paraense só existem postos da PRF em Altamira e Santarém; no sul, apenas em Marabá, já que Redenção e Xingura estão igualmente abandonadas”, observou.

Fonte: Agência Amazônia de Notícias

EUA oferecem ajuda contra tráfico de pessoas na tríplice fronteira

Junho 16, 2009 at 8:27 pm | In América do Sul, Argentina, Brasil, EUA | Leave a Comment

O governo dos Estados Unidos anunciou a liberação de um auxílio de US$ 280 mil para combater o tráfico de seres humanos na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A ajuda financeira será fornecida por meio da Organização Internacional para Migrações (OIM).

De acordo com ONGs que atuam na Tríplice Fronteira, nos últimos anos a área se tornou foco de grupos mafiosos que traficam drogas e fomentam a prostituição infantil.
Autoridades norte-americanas também chamam a atenção para a presença de simpatizantes de organizações consideradas terroristas, como o movimento xiita libanês Hezbollah.

O pacote anunciado financiará políticas de assistência médica, legal e psicológica às populações locais, e também promoverá estratégias de inserção no mercado de trabalho. A prioridade será dada a mulheres, crianças e adolescentes.
A Embaixada dos Estados Unidos em Buenos Aires também concederá um subsídio de US$ 67 mil à Fundação María de los Angeles.
A fundação destinará os fundos à criação e à capacitação de unidades policiais especializadas na investigação de crimes relacionados ao tráfico de seres humanos nas províncias do país identificadas como de “alto risco”.

Susana Trimarco, que milita na luta contra o tráfico de pessoas, criou a Fundação María de los Angeles em outubro de 2007 em homenagem a sua filha, Marita Verón, raptada por uma rede de traficantes no dia 3 de abril de 2002 na cidade de San Miguel Tucumán.
Marita tinha 23 anos quando foi raptada e desde então sua mãe se dedica à luta contra os responsáveis pelo sequestro. Em 2007, Trimarco recebeu honras do Departamento de Estado norte-americano como uma das “12 Mulheres de Coragem” e como heroína da luta mundial contra o tráfico de pessoas.

Fonte: Ansalatina

Veja também:

Tráfico de Pessoas: Da Convenção de Genebra ao Protocolo de Palermo
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