Ceará: Campanha alerta para exploração
Outubro 28, 2009 at 8:20 pm | In Ceará | Leave a CommentTuristas europeus reagiram ora com surpresa ora com indiferença à panfletagem no Aeroporto Pinto Martins
Quarenta turistas de vários países da Europa que desembarcaram, na tarde de ontem, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, de voo charter proveniente de Amsterdam foram o alvo de uma panfletagem que alertou para a exploração de crianças e adolescentes como motivação para atrair visitantes ao Ceará.
A panfletagem fez parte da campanha “Criança não é atração turística”, que já foi levada ao calçadão da Avenida Beira Mar, no mês de julho, e ao Centro Cultural Dragão do Mar, na Praia de Iracema, em setembro. Ontem, a distribuição da publicação atraiu a atenção de fortalezenses em geral e de funcionários de companhias aéreas que se encontravam no saguão do aeroporto; os turistas europeus, porém, reagiram ora com surpresa ou ora com indiferença.
Se alguns turistas, sobretudo do sexo masculino, mal olharam para a publicação, a secretária holandesa Rita Ruiter ressaltou a importância da iniciativa. E mais: quis saber o que vem sendo feito no Ceará e no País para evitar esse tipo de crime.
“Apesar disso, o Brasil é muito mais conhecido lá fora por suas belezas naturais”, assegurou, lembrando ainda que outra associação que o estrangeiro faz é a de que o Brasil é o País do samba e da bossa nova.
A campanha é uma ideia da Câmara de Fortaleza, através da sua Comissão de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Emprego e Renda, presidida pelo vereador Gelson Ferraz. “Nosso objetivo é mostrar ao turista que nós temos leis e nossas crianças precisam ser respeitadas”.
A cartilha – publicada nos idiomas português, inglês e espanhol – traz várias explicações sobre o crime de exploração sexual infantil. Inclui itens como: quem são as vítimas e as consequências dessa prática para elas e para a cidade e como sobre a melhor maneira de se enfrentar o problema.
Fonte: Diário do Nordeste
Anjos e sexo
Outubro 15, 2009 at 2:12 am | In Agenda, Biblioteca Virtual, Ceará, Dicas, Fortaleza | Leave a CommentA promotora de Justiça Grecianny Carvalho Cordeiro sempre publicou livros no campo jurídico. Agora, ela envereda pelo romance e lança “Anjos Caídos”. O livro enfoca a prostituição infantil e o tráfico de mulheres para o exterior
A escritora Grecianny Carvalho Cordeiro lança hoje, às 19 horas, no Ideal Clube, o romance “Anjo Caído”. O livro enfoca uma questão das mais emblemáticas: o turismo sexual e o tráfico de mulheres nordestinas para o exterior. A autora é Promotora de Justiça e sempre acompanha, através dos jornais, um dos maiores dramas da região nordestina. Apesar da brutal realidade, todos os personagens são fictícios, embora exista uma tênue fronteira entre o real e a ficção.
O livro tem apresentação da professora Adísia Sá. A jornalista elogia o trabalho de Grecianny, principalmente no que concerne a dois pontos: o estilo fácil, direto e quase jornalístico. No outro, a professora assinala que ao “acompanhar o desenrolar da trama foi reconhecendo fatos, como já estivesse lido, como se o que ali estava escrito não me fosse estranho”. Mais adiante a professora reafirma: “acredito que ´Anjo Caído´ será bem recebido pelo público, principalmente por quem conhece o mundo onde tudo acontece na trama tecida por Grecianny. Considero ´Anjo Caído´ um romance-reportagem ou reportagem-romance”.
- O que li – prossegue Adísia – não me era desconhecido. Infelizmente o enredo é a transcrição de uma realidade fortalezense: a rede de prostituição montada no exterior com teias se espalhando pelos bairros, praias, hotéis, flats de Fortaleza, seduzindo, corrompendo, viciando, destruindo, matando sonhos… Vidas.
O livro transcorre como um roteiro cinematográfico. Capítulos rápidos, diálogos diretos e indiretos, flashbacks, enfim, todos os condimentos de um livro-reportagem como ensina o professor Edvaldo Pereira Lima em seu clássico livro sobre o livro reportagem.
Grecianny, 38 anos, é de Fortaleza. Já publicou dois livros jurídicos: “Penas Alternativas” e “Privatização do Sistema Prisional Brasileiro”. Revela que escreve romances desde os 15 anos de idade. São pelo menos três livros prontos. Só sentiu-se madura quando pôs o ponto final em “Anjo Caído”. “A segurança veio de uma longa trajetória de leituras e escritas, bem como a atualidade do enredo contextualizado no gênero romance”.
- O turismo sexual, a prostituição infanto-juvenil e o tráfico de mulheres são assuntos que saltam aos nossos olhos. Podemos vê-los nas ruas, praias, enfim, em todo espaço público. Por mais que as autoridades denunciem, a problemática parece sem fim diante dos bolsões de pobreza no Nordeste e da grande concentração de renda. Meu livro é uma forma de denunciar essa triste realidade através da ótica dos protagonistas dessa história.
A protagonista é uma adolescente que se prostituiu acreditando poder realizar sonhos de consumo tão presentes na contraditória sociedade contemporânea. Ela não se percebe vítima de toda uma relação cruel, imposta pela sociedade do espetáculo e do consumo. Acaba, por fim, como uma escrava sexual na Itália. O título – “Anjo Caído” não deixa de fazer uma analogia ao texto bíblico.
ROMANCE
“Anjo Caído”
Grecianny Carvalho Cordeiro
R$ 30,00
302 páginas
Editora ABC
Lançamento hoje, às 19 horas, no Ideal Clube, Av. Monsenhor Tabosa, 1381 – Meireles
Fonte: Diário do Nordeste
CE: Vácuos no atendimento às crianças vítimas de violência
Outubro 13, 2009 at 11:56 am | In Ceará | Leave a CommentSó o Disque 100 encaminhou a outras instituições, de janeiro a agosto de 2009, 1.421 denúncias do Ceará. Mas na rede de atendimento faltam vagas nos abrigos e clínicas especializadas para receber crianças e adolescentes com dependência química
Larissa Lima
Os relatos de violência chegam até de madrugada a serviços de teleatendimento como Disque 100, do Governo Federal, e o Disque Direitos Criança e Adolescente (DDCA), da Prefeitura de Fortaleza. Os serviços de disque-denúncia são uma porta de entrada, favorecida pelo anonimato, para que sejam acionados outros mecanismos de defesa da criança e do adolescente, como conselhos tutelares, delegacias e programas especializados e abrigos. No entanto, embora se reconheçam avanços no atendimento às vítimas, essa rede ainda apresenta vácuos.
Só o Disque 100 encaminhou a outras instituições, de janeiro a agosto de 2009, 1.421 denúncias do Ceará. Leila Paiva, coordenadora do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes, do qual faz parte o serviço, acredita que o País e o Ceará têm melhorado a oferta de atendimento especializado aos casos. Ela também afirma que se avançou nas pesquisas sobre essa realidade, o que pode embasar melhor as políticas da área.
O Disque 100 e o DDCA também fazem o monitoramento das respostas às denúncias. Por enquanto, no Disque 100, Leila diz não ser possível avaliar de forma adequada como estão as respostas ao serviço, por ser um acompanhamento recente dos dados. Para Tiago de Holanda, coordenador especial da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, o DDCA tem conseguido melhorar a articulação entre os órgãos e programas especializados, que antes tinham um diálogo “frágil“ entre si. O DDCA conta com equipe própria de educadores sociais.
Segundo o coordenador, o próximo passo é repensar a fragilidade que persiste na ponta do processo: a responsabilização dos agressores. Há casos em que a demora no julgamento é tanta que o pai ou a mãe agressor acaba ganhando a liberdade e voltando para casa. E, como medida de proteção, quem tem de sair é a criança. “A criança tem que fortalecer o vínculo com a família. Mas a Justiça tem que responder rápido a tudo isso“.
O promotor de Justiça da Infância e da Juventude do Ministério Público Estadual, Odilon Aguiar Neto, acrescenta que também seria importante unificar nacionalmente o fluxo do encaminhamento das denúncias. “Às vezes os órgãos ficam fazendo trabalhos superpostos, atendendo à mesma denúncia“. O promotor ainda aponta como entrave as condições de trabalho dos conselheiros tutelares, que na maioria das vezes estão no início dessa cadeia de atendimento. Eles enfrentam dificuldades de estrutura nas sedes dos conselhos e até de deslocamento para acompanhar as ocorrências, por falta de carro ou mesmo de gasolina.
Outra demanda em aberto é a falta de equipamentos de assistência especializados em receber crianças e adolescentes dependentes químicos, enquanto o consumo e o tráfico de crack crescem na Cidade. O conselheiro tutelar da Regional III, Cláudio Rocha, também reclama da superlotação nos abrigos. “Se tiver menino em situação de rua e for preciso abrigar, hoje não temos como conseguir abrigo. Às vezes a gente se sente um pouco amarrado, impotente, diante de tanta demanda e poucas políticas públicas para a área“.
MAIS
- Para o conselheiro tutelar Cláudio Rocha, um espaço onde a política de proteção poderia avançar é a escola. De acordo com uma lei estadual, todas as escolas do Ceará deveriam ter uma comissão para identificar, notificar e acompanhar casos de maus-tratos.
- Segundo a Secretaria da Educação do Estado (Seduc), elas já foram implantadas na rede estadual. No Município, elas estariam desarticuladas por causa da atual eleição para o conselho escolar, já que três integrantes da comissão vêm do conselho.
- Reportagem do O POVO (“Escolas não cumprem lei que cria comissões contra violência“ – 20/3/2008) constatou, no ano passado, que muitas escolas, públicas e privadas, não cumpriam a legislação.
- A demora na responsabilização dos agressores também é um entrave no atendimento e pode prolongar mais ainda a reconstrução do vínculo familiar da criança. Há casos em que o julgamento não chega, o pai ou a mãe agressor acaba ganhando a liberdade e voltando para casa. E, como medida de proteção, quem tem de sair é a criança.
- A forma como o Judiciário opera ainda não contempla as especificidades das crianças e dos adolescentes previstas no ECA. A burocracia faz com que uma criança vítima de violência tenha de fazer várias vezes o relato do que aconteceu, até chegar ao juiz. Um avanço é o projeto de criar uma sala especial de depoimento, com metodologia própria, para as crianças.
Fonte: O Povo Online
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Tem dia que não é da criança
CE: Educadores de 64 municípios serão capacitados para abordar o tema trabalho infantil em sala de aula
Outubro 13, 2009 at 10:23 am | In Agenda, Ceará | Leave a CommentProjeto MPT na Escola/Peteca oferecerá oficina em Fortaleza de 13 a 16/10
Cerca de 100 educadores de 64 municípios cearenses participarão, de terça a sexta-feira desta semana (13 a 16/10), em Fortaleza, da Oficina de Formação dos Coordenadores do Projeto MPT na Escola/Peteca. Eles serão capacitados para desenvolver o projeto em seus municípios, levando a abordagem do tema trabalho infantil às salas de aula do ensino fundamental. O evento trará também à Capital o representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Renato Mendes, e a coordenadora nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes, Mariane Josviak (procuradora do Trabalho em Curitiba).
O procurador do Trabalho Antonio de Oliveira Lima, que está à frente do Projeto no Ceará, explica que a iniciativa ampliará, a partir de agora, o rol de municípios atendidos no primeiro ano de funcionamento do Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca). Em outubro de 2008, o Programa desenvolvido através da parceria entre Ministério Público do Trabalho (MPT), Universidade Federal do Ceará (UFC) e União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), capacitou 82 educadores de 51 municípios.
“Dando continuidade às ações preventivas, o MPT decidiu lançar nacionalmente o Projeto MPT na Escola, firmando, em todos os Estados, parcerias com as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação visando realizar oficinas de capacitação e sensibilização dos educadores para que atuem como multiplicadores, abordando o tema trabalho infantil em sala de aula”, explica o procurador. Ele ressalta que a idéia é intensificar o processo de conscientização da sociedade para a erradicação do trabalho infantil, rompendo barreiras culturais que dificultam a efetivação dos direitos da criança e do adolescente.
Nesta nova oficina, serão capacitados educadores de 42 municípios que passam a integrar o Projeto MPT na Escola/Peteca, além de professores que assumirão as coordenações municipais do projeto em outras 22 cidades que já fazem parte do Projeto. Também serão agregados à iniciativa, a partir da adesão da Secretaria de Educação Básica do Estado (Seduc), educadores representantes das 20 Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação (Credes) e das seis Superintendências das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor).
A oficina será realizada no Hotel Plaza Praia Suítes (rua Barão de Aracati, 94, na Praia de Iracema), onde os educadores vindos do Interior ficarão hospedados durante o período da capacitação. Antonio de Oliveira Lima enfatiza que os coordenadores pedagógicos capacitados no Projeto atuarão como multiplicadores entre os demais professores de seu município e serão responsáveis por promover a discussão do tema com a comunidade escolar e a sociedade local.
Durante a oficina, ocorrerão palestras com especialistas sobre diversas questões ligadas ao tema (ver programação) e dinâmicas de fixação do conteúdo. Também serão distribuídos materiais didáticos e de apoio ao trabalho dos educadores. Uma das etapas posteriores do programa, ressalta ele, é o incentivo a que os alunos produzam tarefas escolares sobre os direitos da criança e do adolescente, especialmente sobre a proibição do trabalho infantil, e os exponham em evento para divulgação na própria cidade. O Ceará tem, segundo dados de 2007 do IBGE, 296,5 mil crianças e adolescentes (5 a 17 anos) em situação de trabalho e esta é uma das principais causas de evasão escolar.
Alunos, professores e escolas públicas serão premiados por produção de tarefas
Anúncio dos vencedores será feito em solenidade no dia 16 de outubro
A coordenação estadual do Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes (Peteca) anunciará, na próxima sexta-feira, dia 16 de outubro, durante evento que será realizado no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), os vencedores do Prêmio Peteca – Educando e Erradicando o Trabalho Infantil. Sete trabalhos na modalidade artes cênicas, oito em artes visuais, seis composições e nove em Literatura foram escolhidos finalistas e serão apresentados a uma nova Comissão Julgadora durante o evento.
Concorrem ao prêmio na categoria artes cênicas os Municípios de Fortaleza (Escola Francisco S. Cavalcante, na SER V), Maranguape (Escola José Pereira de Sousa), Maracanaú (Escola Norberto Alves Batalha), Trairi (Escola Nossa Senhora Aparecida), Pindoretama (Escola Pedro Ricardo da Silva), Quixadá (Escola Raimundo Marques de Almeida) e Sobral (Escola Cel. Francisco Aguiar). Na categoria artes visuais, os finalistas são os municípios de Fortaleza (Escola Marieta Cals, na SERVI), Beberibe (Escola Pedro de Queiroz Ferreira), Itaitinga (Escola Lídia Alves Cavalcante), Itatira (Escola José Augusto da Silva), Jaguaribe (Escola Luiza Távora), Palmácia (Escola Isaura Amélia Pereira), Maranguape (Escola Paulo Sarasate) e Pindoretama (Escola Pedro Ricardo da Silva).
Como finalistas na categoria composição foram escolhidos os municípios de Beberibe (Escola Pedro de Queiroz Ferreira), Camocim (Escola Idelzuíte Carneiro), Ibiapina (Escola Rita Negreiros), Iguatu (Escola Professora Alba Araújo), Maracanaú (Escola Norberto Alves Batalha) e Tianguá (Centro Educacional Prefeito João Nunes de Menezes). Já na modalidade literatura, os finalistas são os municípios de Fortaleza (Escola Casimiro Montenegro, da SER V, e Escola Marieta Cals, da SER VI), Beberibe (Escola Bom Jesus dos Navegantes), Ibiapina (Escola Manoel Rodrigues de Medeiros), Palmácia (Escola João Damasceno Vieira), Quixadá (Escola Raimundo Marques de Almeida), Santana do Cariri (Escola Deputado Furtado Leite), Tauá (Escola Joaquim Pimenta) e Tianguá (Escola José Arakem Rodrigues).
Os melhores trabalhos de cada escola engajada no Peteca, produzidos ao longo deste ano, foram apresentados aos coordenadores pedagógicos municipais do Programa, que selecionaram as melhores tarefas de cada modalidade e as inscreveram perante a coordenação estadual para concorrer ao prêmio.
Conforme o procurador do Trabalho Antonio de Oliveira Lima, um dos coordenadores estaduais do Peteca, as informações colhidas dos relatórios finais produzidos pelos coordenadores do Programa nos 51 municípios apontam a produção de mais de cinco mil tarefas, o que superou significativamente a expectativa da coordenação estadual. “Esses números refletem o quanto foi exitoso o desenvolvimento do Peteca, graças ao envolvimento dos educadores, que acreditaram na relevância social da causa contida no Peteca e se dedicaram para contribuir na transformação desta triste realidade que ainda assola o Ceará”.
NÚMEROS:
111 trabalhos produzidos por alunos de escolas públicas municipais foram inscritos para concorrer ao prêmio
30 tarefas escolares dos estudantes foram selecionadas como finalistas e serão apresentadas em evento no dia 16 de outubro
12 trabalhos serão premiados (os três primeiros colocados em cada uma das quatro categorias)
MUNICÍPIOS FINALISTAS NO PRÊMIO:
Fortaleza, Beberibe, Palmácia, Maracanaú, Maranguape, Ibiapina, Pindoretama, Quixadá, Tianguá, Camocim, Santana do Cariri, Iguatu, Tauá, Sobral, Trairi, Itaitinga, Itatira, Jaguaribe
PROGRAMAÇÃO DA OFICINA:
1º DIA – 13 de outubro de 2009
7h30 – Credenciamento
8 horas – Hino Nacional
8h03 – Composição da Mesa e fala das autoridades
8h30 – Apresentação do Projeto
9h – Painel I – Princípio da Proteção Integral e Sistema de Garantia de Direitos
Palestrante: Antonio de Oliveira Lima, Procurador do Trabalho e Coordenador Estadual do Peteca/MPT na Escola
9h40 – Intervalo
10 horas – Painel II – Trabalho Infantil: Aspectos conceituais, legais, sociais e culturais. Mitos. Causas e Conseqüências. Piores formas. Panorama recente.
Palestrante: Antonio de Oliveira Lima
11h30 – Debates
12 horas – Almoço
13h30 – Painel III – Sistema Único de Assistência Social e Erradicação do Trabalho Infantil
Palestrante: Célia Maria de Sousa Melo (STDS)
14h30 – Painel IV – Prejuízos do Trabalho Infantil para a Saúde
Palestrante: Severino Ferreira Alexandre (Médico do Cerest-Horizonte)
15h30 – Intervalo
15h50 – Painel V – Políticas Públicas de Erradicação do Trabalho Infantil: Planos, Projetos e Ações. Atuação do MPT.
Palestrante: Antonio de Oliveira Lima
17h30 – Debates
18 horas – Encerramento
2º DIA – 14 de outubro de 2009
7h30 – Apresentação Cultural
8 horas – Painel VI – Proteção ao Trabalhador Adolescente e Aprendizagem Profissional
Palestrante: Pedro Jairo Nogueira Pinheiro Filho, Auditor Fiscal do Trabalho (SRTE-CE)
8h50 – Painel VII – O papel dos Conselhos no Combate ao Trabalho Infantil
Palestrante: Armando Luiz Bandeira de Paula (Cedca-CE)
9h40 – Intervalo
10 horas – Painel VIII – Prejuízos do Trabalho Infantil para a Educação.
Palestrante: Rejane Hélvia Ribeiro Quirino, Articuladora de Projetos Institucionais da Seduc-CE
11 horas – Painel IX – Educando e Erradicando o Trabalho Infantil: Experiência do Peteca em Beberibe
Palestrantes: Cleiton Pereira da Silva e Marcelino Luís da Silva, Coordenadores Municipais do Peteca em Beberibe
11h50 – Debates
12 horas – Almoço
13h30 – Painel X – A Importância de Vivenciar a Infância
Palestrantes: Andréa Machado Camurça e Kátia Fernandes Farias (Professoras da UFC)
14h30 – Painel XI – Trabalho Infantil Doméstico. Vídeo “Você Viu a Rosinha?”. Exibição, debates e orientações para uso em sala de aula.
Palestrante: Célia Chaves Gurgel do Amaral (Professora-doutora da UFC e coordenadora estadual do Feeti-CE)
17h30 – Debates
18 horas – Encerramento
3º DIA – 15 de outubro de 2009
7h30 – Apresentação Cultural
8 horas – Painel XII – Apresentação da Cartilha “Brincar, Estudar, Viver… Trabalhar só Quando Crescer” Palestrante: Antonio de Oliveira Lima
8h30 – Orientações pedagógicas para uso da cartilha com adolescentes
Palestrante: Rejane Hélvia Ribeiro Quirino (Seduc)
10 horas – Intervalo
10h20 – Painel XIII – Proposições de temas para
elaboração do Plano de Ação Escolar
Palestrante: Antonio de Oliveira Lima
11 horas – Painel XIV – A Escola no Combate ao Trabalho Infantil: Experiência do Peteca em Maranguape
Palestrante: Maria Zélia Moura de Oliveira, Coordenadora Municipal do Peteca em Maranguape
11h50 – Debates
12 horas – Almoço
13h30 – Orientações pedagógicas para uso da cartilha com crianças
Palestrante: Érika Menezes Sousa (Professora da SME de Fortaleza)
14h30 – Painel XV – Oficinas de Formação dos Coordenadores Pedagógicos Escolares. Orientações Pedagógicas. Planos de Ação Escolar.
Palestrantes: Antonio de Oliveira Lima (MPT), Rejane Hélvia Ribeiro Quirino (Seduc) e Sandra Maria Silva Leite Reis (Undime)
17 horas – Avaliação escrita
18 horas – Encerramento
MUNICÍPIOS PARTICIPANTES NA NOVA OFICINA DE CAPACITAÇÃO:
* Novatos no MPT na Escola/Peteca:
Acopiara, Aquiraz, Aracati, Ararendá, Aratuba, Barreira, Barro, Baturité, Brejo Santo, Caridade, Cariré, Cedro, Coreaú, Farias Brito, General Sampaio, Granja Groaíras, Guaiúba, Ibaretama, Icapuí, Ipu, Itaiçaba, Lavras da Mangabeira, Madalena, Marco, Mauriti, Monsenhor Tabosa, Moraújo, Morrinhos, Mulungu, Nova Olinda, Orós, Pacajus, Palhano, Paracuru, Paraipaba, Porteiras, Quixelô, Russas, Saboeiro, São Benedito e Umirim
* Cidades já integrantes do Programa, mas com novos coordenadores
Fortaleza, Assaré, Barbalha, Camocim, Caucaia, Chaval, Crateús, Ibiapina, Icó, Itapiúna, Limoeiro do Norte, Massapê, Milagres, Novo Oriente, Pacatuba, Pacoti, Palmácia, Pentecoste, Quixadá, Redenção, Sobral, Tejuçuoca
Fonte: AVOL
Adolescente desaparecida morava com namorado
Outubro 10, 2009 at 10:04 am | In Ceará | 1 CommentAdolescente foi levada pelo namorado para viver em Jaguaruana. A amiga que os apresentou permanece desaparecida
Janayde Gonçalves
O desfecho do caso da adolescente A.L,14, que estava desaparecida há quatro meses, aconteceu na tarde de ontem, na Delegacia de Combate à Exploração de Crianças e Adolescentes, (Dececa). No entanto, a amiga também de 14 anos, R.M, que sumiu no mesmo período, permanece com destino desconhecido.
De acordo com a coordenadora do Escritório de Enfrentamento e Prevenção ao Tráfico de Seres Humanos e Assistência à Vítima (EEPTSH), Eline Marques, enquanto não houver denúncia, pelo menos da mãe, sobre o desaparecimento da outra adolescente, não poderão ser iniciadas as buscas.
A.L chegou a Fortaleza, por volta das 16h, acompanhada pela coordenadora do EEPTSH. Ela foi encontrada pelo Conselho Tutelar de Jaguaruana, que havia sido acionado, após envio da foto da garota e cópia do depoimento da mãe para a Polícia Rodoviária Federal e todos os conselhos tutelares do Estado. Após dois dias de busca e apurações, o caso foi resolvido. A adolescente vivia maritalmente com um rapaz de 20 anos, morador de Jaguaruana. Ele compareceu à Delegacia de Polícia, junto com a mãe e disse que havia conhecido A.L. em Fortaleza e a levou para viver com ele, conforme Eline Marques.
De acordo com a delegada da Dececa, Ivana Timbó, o caso está encerrado, já que não houve configuração de crime, tampouco tráfico de pessoas. Segundo ela, a jovem não estava sofrendo exploração sexual. O rapaz não poderá ser enquadrado no crime de “estupro vulnerável”, porque A. L. já possui 14 anos completos e estava com ele por livre e espontânea vontade.
A adolescente prestou depoimento e a mãe registrou boletim de ocorrência. Elenisa Ferreira de Lima compareceu à delegacia acompanhada de um filho, portador de necessidade especial, e de uma amiga, também moradora do bairro Parque Água Fria, que havia ajudado nas buscas, durante os quatro meses em que a menina permaneceu desaparecida.
Como contou a vizinha, Kátia Farias,28, A.L já falava em voltar para Fortaleza, mas estava aguardando receber dinheiro do namorado para as passagens. Kátia também contou que a adolescente estava morando em um barraco com colegas da mesma idade, que diziam ter sido expulsas de casa.
A garota deve receber atendimento psicológico gratuito, se procurar a Secretaria de Justiça, na próxima segunda-feira.
Fonte: Diário do Nordeste
Tráfico de seres humanos cresce 100% no Ceará
Outubro 9, 2009 at 2:24 am | In Ceará | 1 CommentEm 2008, foram registradas 29 ocorrências. Entre janeiro e setembro de 2009, o número pulou para 58
Lêda Gonçalves
O desaparecimento da adolescente A.L., de 14 anos, há quatro meses, é o mais recente caso do Escritório de Enfrentamento e Prevenção ao Tráfico de Seres Humano e Assistência à Vítima (EEPTSH). A forma como ocorreu o sumiço da garota e os pedidos de socorro ela começou a fazer para a mãe, Elenisa Ferreira de Lima, a pouco mais de dois meses, levaram a coordenadora do Escritório, Eline Marques, a investigar a ocorrência como tráfico interno de ser humano – aquele que fica no território brasileiro. “A suspeita é de que A.L. esteja em cárcere privado, podendo ser vítima de exploração sexual”, explica Eline.
O caso da garota engrossou a lista das denúncias apuradas pelo Escritório. A relação só faz crescer. Em pouco mais de nove meses – janeiro deste ano a início de outubro – os registros saltaram para 58 ocorrências no Ceará. Em todo o ano de 2008, aconteceram 29 apurações de tráfico de seres humanos. Um aumento de 100%. “Isso se deve em parte ao trabalho que fazemos com resultados positivos. A confiança traz os pais ou parentes a fazer a denúncia”, avalia a coordenadora do Escritório.
Segundo ela, no ano passado, operações em municípios como Quixadá, Quixeramobim, Mauriti, Morada Nova, Juazeiro do Norte e Crato resultaram na prisão de oito pessoas. Este ano, a equipe resgatou em Belo Horizonte uma jovem cearense, vítima de exploração sexual por parte de uma quadrilha. Outro caso resolvido foi o de dois rapazes, envolvendo cárcere e trabalho escravo no Rio de Janeiro.
O Escritório começou a apurar o desaparecimento de A.L. a partir da denúncia da mãe da adolescente, na última quarta-feira. Elenisa Ferreira conta que a garota saiu de casa, no bairro Água Fria, pela manhã. “Levo meus outros dois filhos, que são especiais, para a escola e só volto ao meio-dia. Nesse dia, quando cheguei, o canto mais limpo. A vizinha me disse que ela havia saído com uma amiga e que iria passar uma semana na casa de outra menina, em Messejana. A partir desse dia, nunca mais vi minha filha”, narra Elenise, muito emocionada.
A mãe ainda conta que por causa de más companhias, a garota havia deixado de frequentar a escola e, vez por outra, passava de dois a três dias fora de casa. “Ela sempre ligava e eu sabia onde estava, mas dessa vez, é diferente. Alguma coisa aconteceu com minha filha”.
Depois desse sumiço, a mãe recebeu dois telefonemas da filha. O primeiro, em julho. “Ela não falava direito, meio baixo, me disse que estava em Jaguaruana e que, mesmo querendo voltar, não tinha como”. O segundo, no início da semana, ela mal dizia coisa com coisa e pediu socorro”. Nas duas, afirma, um homem falava primeiro e depois passava o telefone para a garota A.L.
A coordenadora do EEPTSH adianta que as buscas estão sendo feitas com o apoio da Delegacia de Combate à Exploração de Criança e Adolescente. Ela já encaminhou a foto da menina e cópia do depoimento da mãe para todos os conselhos tutelares do Ceará e para a Polícia Rodoviária Federal. “Também enviamos material e contatamos com a Delegacia de Polícia de Jaguaruana, onde a garota disse estar”, declara.
A mãe da desaparecida conta, chorando, que está dormindo à base de tranquilizantes e não tem mais a quem apelar. “Minha família está em desespero. Eu só quero saber onde minha menina está e mais nada”.
O tráfico de ser humano é crime, com pena de três a oito anos. Se houver comprovação de exploração sexual, a pena pode chegar a 18 anos de prisão para o criminoso.
Mais informações
Escritório de Enfrentamento e Prevenção do Tráfico de Seres Humanos
Rua Antônio Augusto, 555 – Praia de Iracema
As denúncias podem ser feitas pelos telefones: 3454.2199 ou 100
Fonte: Diário do Nordeste
Homem é preso por abuso sexual de quatro crianças
Outubro 8, 2009 at 12:33 am | In Ceará, Crimes | 4 CommentsUma denúncia de exploração do trabalho infantil, no município de Umirim, a 91 quilômetros de Fortaleza, acabou na prisão do comerciante J. A. C., 63, na última terça-feira. A Polícia descobriu que, na verdade, o crime do trabalho infantil serviria apenas para encobrir um crime ainda maior: o abuso sexual contra quatro meninas, com idades entre 10 e 11 anos. A descoberta revoltou a população e o acusado teve que ser transferido para Uruburetama.
De acordo com o depoimento à Polícia da mãe de uma das crianças, o comerciante pedia que as famílias cedessem as meninas para alguns afazeres em sua mercearia, em troca de algumas moedas e de alguma comida. Mas o depoimento da própria menina apontou promessas feitas pelo comerciante para a melhoria da qualidade de vida das famílias das crianças, como a ajuda para uma troca da parede de taipa por tijolos.
O comerciante passou a ser observado pelo Conselho Tutelar de Umirim, no fim do último semestre, depois que os conselheiros foram procurados por professores e dirigentes da escola das crianças, que estranharam o grande número de faltas das meninas. Segundo a Polícia, a mãe de uma das meninas chegou a flagrar a filha em uma rede com o comerciante, mas teria sido convencida por ele que nada estaria acontecendo. Em depoimento, a mãe da menina confirmou o flagrante e disse que chegou a ficar com medo do comerciante.
De acordo com o relatório do Conselho Tutelar, remetido à Justiça, o comerciante também prometia às meninas móveis para as suas casas e veículos para os seus pais, desde que elas mantivessem o silêncio.
A Polícia ainda aguarda a realização de exames nas crianças, na Coordenadoria de Medicina Legal (antigo IML), como forma de saber se houve estupro. O comerciante foi denunciado pelo próprio Conselho Tutelar, com base na nova lei de crimes sobre abuso sexual contra crianças e adolescentes, que permite a denúncia por qualquer pessoa.
Em declarações à Polícia, o comerciante negou qualquer intimidade física com as crianças e disse ser uma pessoa bem aceita na comunidade, desde que chegou há cerca de quatro meses.
A Polícia admite a transferência do preso de Uruburetama para Fortaleza, diante da repercussão que o caso teve na região. Ele poderá ser transferido até amanhã para a Delegacia de Capturas ou mesmo para a Delegacia de Combate à Exploração de Crianças e Adolescentes (Dceca).
Fonte: O Povo Online
Ceará: 147 casos de trabalho infantil são notificados
Outubro 3, 2009 at 2:39 am | In Ceará, Fortaleza | Leave a CommentKaroline Viana
Com a necessidade de complementar a renda familiar, muitas crianças são empurradas para o mercado de trabalho
Apesar de reconhecidas como fundamental para combater situações degradantes como o trabalho infantil, as ações para a erradicação dessa prática ainda são realizadas de forma lenta. No primeiro semestre deste ano (dado mais recente), as fiscalizações promovidas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) notificaram 147 casos de crianças e adolescentes explorados por meio do trabalho infantil em 15 municípios do Interior cearense: Aquiraz, Aracoiaba, Aracati, Barbalha, Baturité, Beberibe, Cascavel, Icó, Jaguaribe, Paracuru, Paraipaba, Redenção, Sobral também Trairi.
A informação é do coordenador do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalho do Adolescente da SRTE, Milton Gondim, que afirma que a maioria dos casos de exploração foram identificados em locais como olarias, matadouros públicos, caieiras (onde se produz cal) e pedreiras, o que configura condições de trabalho degradantes. “Esta é uma situação encontrada principalmente no setor informal, com crianças e adolescentes que se encontram entre a linha da pobreza e da miséria”, acrescenta.
Dentre as motivações para a iniciação da criança e do jovem prematuramente no mercado de trabalho, o coordenador acredita que a situação se dá por conta da necessidade de complementação da renda familiar. “Muitos pais transferem para os filhos esta responsabilidade. Com isso, os jovens deixam de estudar e não obtem uma qualificação para alcançar trabalho com melhor qualidade e salário, o que acaba perpetuando o ciclo da miséria”.
Reunião
Na manhã de ontem, prefeitos e representantes de 43 municípios do Estado participaram de uma audiência convocada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para discutir leis orçamentárias e políticas públicas de erradicação do trabalho infantil e profissionalização do adolescente.
Segundo o procurador Antônio de Oliveira Lima, titular no Ceará da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância), a audiência faz parte do procedimento aberto pelo MPT no início deste ano, quando foram enviadas notificações aos gestores municipais e dirigentes de Legislativos recomendando a adoção de políticas públicas e a previsão orçamentária de recursos para a efetivação.
“Nosso intuito é realizar o acompanhamento do cumprimento da notificação enviada no semestre passado e esclarecer eventuais dúvidas que ainda possam existir por parte dos gestores e legisladores”.
A prefeita de São Luís do Curu, Josélia Abreu, ressaltou ações em seu município para combater o problema. Um Centro de Juventude inaugurado recentemente promove atividades esportivas e culturais para ocupar o tempo de crianças e jovens de forma qualitativa. Como o trabalho infantil também envolve a condição social e econômica das famílias, a prefeita disse que está sendo oferecida linha de crédito para as mães.
Durante a reunião, foi apresentada a data de divulgação dos vencedores do Prêmio do Programa de Erradicação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Prêmio Peteca). A solenidade ocorrerá no dia 16, em Fortaleza. Foram 30 trabalhos selecionados para a final, nas áreas de artes cênicas, artes visuais, composição e literatura.
A exploração do trabalho infantil perpetua o ciclo de miséria e a falta de oportunidades”
Milton Gondim
Coord. Programa de Erradicação
Mais informações
Procuradoria Regional do Trabalho – 7ª Região
(85) 3462.3462
Fortaleza – CE
Fonte: Diário do Nordeste
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