CGU descobre desvio de verba destinada a carentes em municípios de Minas
Outubro 19, 2009 at 10:30 am | In Crimes, Denúncia, Minas Gerais | Leave a CommentIsabella Souto
Na batalha para promover a melhoria das condições de vida da população carente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem sempre encontrou aliados. Pelo contrário, em alguns casos, gestores públicos não pensaram duas vezes em desviar dinheiro da compra de leite para creches ou combate ao trabalho infantil, bolsas para programas de capacitação de jovens de 15 a 17 anos ou a garantia da merenda escolar.
Essas são apenas algumas das irregularidades verificadas pelo Estado de Minas em 151 dos 159 relatórios elaborados pela Controladoria Geral da União (CGU) depois de fiscalizar a aplicação de R$ 95,87 milhões dos cofres federais destinados a programas de desenvolvimento social e combate à fome em municípios de Minas. A CGU fiscalizou 173 municípios, mas para 14 deles os relatórios não estão prontos.
Outra triste constatação da CGU é que os conselhos municipais de assistência social (CMAS), em boa parte das 159 cidades vistoriadas, são inoperantes, ou não cumprem a tarefa de fiscalizar as políticas nelas desenvolvidas – ou que pelo menos deveriam ser.
Entre aquelas que receberam a visita de técnicos da CGU entre 2003 e o ano passado, apenas em oito não foram encontradas irregularidades na aplicação dos recursos para a área social – um total de 518,1 mil. Do outro lado, há casos gritantes de desrespeito ao cidadão e ao dinheiro público. Um deles é o município de Capitão Enéas, pequena cidade do Norte de Minas com população de pouco mais de 14 mil pessoas.
Ao inspecionar documentos relativos ao período de janeiro de 2001 a outubro de 2004, os fiscais encontraram indícios de fraude na licitação para a compra de alimentos para creches dentro do Programa de Proteção Social à Infância, Adolescência e Juventude – que prevê o atendimento de crianças de até 6 anos. O esquema tinha a participação de três empresas (que na realidade pertenciam a um mesmo grupo) na disputa, para dar a falsa impressão de concorrência. Além de estarem todas localizadas em um raio de apenas 50 metros, as notas fiscais das empresas apresentavam o mesmo número de telefone.
A prefeitura também não conseguiu comprovar a entrega dos produtos previstos nas notas fiscais (um total de R$ 109.869,86) – o que foi reforçado pela falta de produtos essenciais para as creches. Na sede das empresas, foram encontrados recibos de depósitos em conta do partido ao qual o prefeito da época era filiado. Dinheiro foi desviado para a compra de pneus, peças para veículos, óculos e transporte até Montes Claros. Recursos para o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e Agente Jovem foram sacados sem comprovante de destino. A resposta do prefeito foi sempre a mesma: disse ser um “homem simples e produtor rural” e afirmou que o relatório da CGU continha “conclusões, ilações e afirmações imaginárias”.
Cobrança indevida
Mau exemplo também ocorreu em Santo Antônio do Retiro, Norte mineiro, onde era cobrado R$ 1 de quem quisesse acessar a internet fora do período das 10h às 13h e 16h às 18h – tempo exclusivo para estudantes. Detalhe: o programa Comunidade Ativa destinou R$ 21.718,90 à cidade justamente para possibilitar a pessoas carentes o acesso gratuito às novas tecnologias. Fiscais da CGU analisaram dados de dezembro de 2003 a setembro de 2005 e não foram encontrados comprovantes da destinação da receita arrecadada com a cobrança.
Irregularidade foi verificada também no Programa Acesso à Alimentação em Santo Antônio do Retiro. Previa-se a distribuição diária de um litro de leite para famílias carentes, mas não foi o que a prefeitura fez no período analisado. A distribuição ocorria às terças-feiras e sábados, totalizando apenas seis litros. E o outro litro? O prefeito na ocasião não se manifestou sobre o assunto. Leite também foi alvo de reprovação em Urucânia, na Zona da Mata. Na inspeção de dados de janeiro de 2004 a outubro de 2005, foi verificada irregularidade na licitação para a compra da bebida e também de alimentos, material de limpeza e gás. Embora fossem repassados recursos para manter 400 crianças nas creches, apenas 177 eram realmente atendidas.
Em Vespasiano, na Região Central, R$ 1.216 que deveria ser destinado ao Agente Jovem foram aplicados em um almoço de confraternização para 95 pessoas em março de 2003. O fato foi confirmado pelo prefeito, que alegou se tratar de evento em razão do desligamento de alguns jovens do programa e entrega de certificado. Em contrapartida ao gasto com o almoço, teve que explicar por que ocorreram atrasos no pagamento das bolsas (consequência de demora do governo federal) e não era dado lanche ou refeições aos jovens participantes (lentidão em processo de licitação para compra dos alimentos).
Fonte: UAI
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Conselho Tutelar de Porto Seguro não tem carro para trabalhar
Setembro 28, 2009 at 6:33 pm | In Bahia, Denúncia, Ministério Público | Leave a CommentÓrgão que defende os direitos das crianças e adolescentes está sem condições de realizar o seu trabalho por falta de um veículo
O Conselho Tutelar II Porto Seguro, órgão de proteção dos direitos da criança e do adolescente, com área de atuação nos bairros e periferias da cidade, afirma não poder realizar o seu trabalho por falta de um veículo, apesar de dispor de uma dotação orçamentária de R$270.000,00.
O Conselho Tutelar ressalta que foi encaminhada uma solicitação de um carro aos secretários municipais de Assistência Social, João Portela, e de Governo, Edésio Lima, além de para o prefeito Gilberto Abade. “Até a presente data, passados quase dois meses, nada foi feito”, diz o órgão em nota divulgada na imprensa.
O Conselho Tutelar II emitiu ofícios a título de comunicado e pedido de apoio ao Comdica, Ministério Público e ao Poder Judiciário.
O secretário João Portela teria emitido um ofício para Edésio Lima, solicitando o carro e a cota de combustível para o Conselho Tutelar II. “Até o momento, o pedido não foi atendido”, protesta.
Fonte: Bahia Dia Dia
Conselho Tutelar em São Gonçalo do Amarante está abandonado pela prefeitura
Setembro 18, 2009 at 9:10 pm | In Denúncia, Ministério Público, Rio Grande do Norte | Leave a CommentÉ grave a situação do Conselho Tutelar em São Gonçalo do Amarante, apesar da boa vontade e dedicação de seus integrantes.
O prédio que a atual administração diz ter restaurado e onde teria aplicado cerca de 11 mil reais, está com o teto cedendo e por sorte não atingiu a cabeça do conselheiro Berg.
Desde os primeiros meses do ano o Conselho Tutelar não conta com seu telefone, cortado por falta de pagamento. Este é o principal instrumento para o órgão receber e investigar denúncias.
No inicio desta semana o Conselho ficou sem seu carro. MOTIVO: A Kombi estava sendo utilizada para transporte de árbitros de futebol e quebrou-se nas esburacadas estradas da Zona Rural do Município.
Fonte: Blog do Dudé
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Conselhos Tutelares no Rio estão em situação caótica
Setembro 12, 2009 at 12:31 am | In Denúncia, Rio de Janeiro | Leave a CommentA Comissão da Criança e do Adolescente da Câmara do Rio, presidida pela vereadora Liliam Sá, fez incursão, nesta sexta, nos Conselhos Tutelares do Centro e da Zona Sul. E viu uma situação caótica. No Conselho de Laranjeiras, há uma tampa de esgoto no meio da sala e os computadores são muito antigos. Um funcionário ligou um micro às 9h30 e, às 11h35, quando a Comissão foi embora, ainda não tinha carregado.
O Conselho fica em baixo de um viaduto onde funcionava um abrigo para menores que foi interditado. Lá, também há bancos quebrados, tomada pegando fogo e faltam arquivos para os processos. Na entrada, não há iluminação. Os conselheiros reclamam que já fizeram o pedido de reparo à prefeitura há mais de três meses.
O Conselho Tutelar do Centro também está em estado lastimável. Faltam pastas, canetas, tinta de impressora, papel e a bica da pia do banheiro está presa, literalmente, por um fio. Os arquivos são amarrados por barbantes e os conselheiros às vezes machucam as mãos. O leptop é emprestado. A Comissão da Criança e do Adolescente vai visitar todos os Conselhos e fazer um relatório sobre a estrutura de trabalho e entregar à prefeitura.
Fonte: O Globo
Polícia flagra uso de drogas a 20 metros de Conselho Tutelar no DF
Agosto 29, 2009 at 7:00 pm | In Crimes, DF, Denúncia | Leave a CommentUma operação da Polícia Militar do Distrito Federal realizada na noite desta sexta-feira (28) flagrou adolescentes utilizando drogas a menos de 20 metros da sede do Conselho Tutelar, na área central de Taguatinga, cidade próxima a Brasília. Segundo os policiais, o lugar é um dos principais pontos de drogas do município.
Em outras regiões do centro da cidade, prostitutas são utilizadas por traficantes para movimentar o comércio das drogas, já que o efetivo policial não conta com agentes femininas para realizar a revista nas mulheres. “Devido ao reduzido efetivo de policiais femininas, fica complicado realizar abordagens em prostitutas. Elas escondem a droga nas partes íntimas e não há condições para a guarnição realizar a abordagem e de fato encontrar a droga”, justifica um policial.
De acordo com os policiais que realizaram a operação no centro de Taguantinga, é comum encontrar adolescentes fumando crack durante o dia no centro da cidade. Imagens feitas por um morador que não quis se identificar mostram adultos passando drogas aos menores. A maioria dos adolescentes improvisa latas de refrigerante para fumar pedras de crack. “Todo dia é comum você chega 18h ou 19h e já está cheio de prostitutas, elas são usuárias de crack, você vê elas também usando crack e você vê também criança, adolescente junto consumindo crack”, afirma uma moradora.
Durante a noite, a situação piora, segundo a policia, em função da falta de iluminação em alguns pontos do centro de Taguatinga. Os becos são os locais preferidos para o consumo e a venda de drogas. “No prédio onde trabalho, nos outros dois prédios ao lado, já teve história desses adolescentes subirem no prédio, conseguirem entrar no prédio e se trancar dentro do banheiro dos escritórios pra “tá” (sic) se drogando ou assaltando os escritórios. E não vejo nenhuma ronda policial”, diz uma moradora.
A polícia afirma que realiza o patrulhamento das ruas, mas reconhece que não é possível acabar com o problema. “Tem alguns hotéis aqui no centro de Taguatinga que acabam facilitando a fuga, o esconderijo dos traficantes e existe também, está sendo muito usado aqui, o tráfico por meio de prostitutas”, relata um comandante da polícia.
Fonte: G1
Caso de Porto Calvo faz 10 anos e ainda não foi julgado
Agosto 19, 2009 at 8:36 am | In Alagoas, Brasil, Crimes, Denúncia | Leave a CommentEscândalo envolve juiz, promotor, prefeito, padre e fazendeiros
Um dos maiores escândalos sexuais de Alagoas envolvendo autoridades em denúncias de prostituição infantil vai completar 10 anos, mas o processo não foi julgado até hoje. O caso ocorreu em Porto Calvo em 1999, quando um juiz, um promotor de justiça, um padre, fazendeiros e um ex-prefeito foram acusados de comandar uma rede de prostituição infantil na cidade. A denúncia foi feita pela juíza Nirvana Mello, depois de fechar todos os bordéis de Porto Calvo e prender alguns agenciadores do sexo.
Com o fechamento dos prostíbulos, os novos locais de prostituição, segundo Nirvana, passaram a ser a casa do padre, de 75 anos, o fórum da cidade e três fazendas da região. Na época, a juíza foi procurada por uma menor que, desesperada, acusava um dos fazendeiros de obrigá-la, diariamente, a manter relações sexuais com ele e vários outros homens, entre os quais algumas autoridades da cidade.
Por conta da denúncia, a juíza foi ameaçada de morte, e o caso virou escândalo nacional, com destaque nas principais revistas e jornais do país. A Rede Globo de Televisão chegou a produzir um especial para o Globo Repórter, que nunca foi ao ar porque o Tribunal de Justiça de Alagoas – a pedido dos acusados – proibiu a divulgação da reportagem. A emissora recorreu da decisão, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a sentença da justiça alagoana. Empolgado com a censura prévia, o promotor acusado chegou a abrir processos contra oito jornalistas e 25 jornais que divulgaram o escândalo.
Autorizada pelo tribunal, Nirvana Mello mudou-se para Porto Alegre, onde passou mais de dois anos cursando mestrado em Processo Civil na Pontifícia Universidade Católica. “Paguei um preço muito caro pela minha honestidade”, afirmou a juíza, na época. Nirvana ainda responde a seis sindicâncias na Corregedoria do Tribunal de Justiça de Alagoas, uma delas transformada em inquérito administrativo. Ela é acusada de tornar público o processo; caluniar e difamar o promotor denunciado e faltar com urbanidade, ao recusar a sugestão do mesmo promotor, de ir às audiências sem os policiais que lhe prestavam segurança. “Fui humilhada várias vezes na Corregedoria”, disse.
Aperto do CNJ – Durante a correição feita no judiciário alagoano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) descobriu que esse caso estava engavetado há anos, sem qualquer explicação e deu 30 dias ao TJ para apresentar as conclusões do processo, que envolve juízes, políticos e membros da igreja. Os técnicos do CNJ também descobriram que os autos de uma sindicância relativa ao processo sumiram do TJ. Trata-se do Recurso Administrativo nº 2003.002627-4, interposto pela juíza Nirvana Mello contra decisão que determinou a instauração de processo administrativo disciplinar contra ela, em razão das graves acusações que fez contra juiz e membro do MP.
Segundo o relatório do CNJ, “esse recurso foi interposto em 04/12/2003 e distribuído para a desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento em 1º de março de 2004. E segundo consta dos autos não recebeu qualquer andamento até 03/02/2009, data em que a desembargadora determinou a redistribuição dos autos por ter assumido a presidência do TJ”.
Sobre Drª Nirvana Coelho de Mello

“Só não morri porque a imprensa apóia meu trabalho”
(Frase dita pela juíza ao site Alagoas 24 Horas)
Filha do Professor Marcos Mello, a Drª Nirvana, ao contrário da maioria esmagadora dos juízes, não se coloca num pedestal divino e inatingível. Ela tem consciência de sua natureza humana e talvez seja isto que a aproxime tanto dos jurisdicionados. Não obstante a pesada pauta de audiências a cumprir, a Drª recebe, em seu gabinete, sem qualquer cerimônia, não só os advogados, mas também o povo em geral, que tenha algum pleito a ser solucionado. Humilde, educada e inteligente são só algumas das virtudes desta mulher. Além de tudo, é dotada de uma coragem que muitos homens não possuem.
Antes de assumir a comarca de São Miguel dos Campos, a juíza era responsável pela de Porto Calvo, onde imperava um esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes, comandado por diversas autoridades da cidade, inclusive do judiciário. Mesmo recebendo ameaças dirigidas a si e aos seus, a Drª mandou fechar diversos prostíbulos da cidade. O fechamento, porém, não impediu a continuidade da prática criminosa: Até a casa do padre passou a ser ponto de prostituição. Procurada por uma das vítimas, a Drª deu início a ações que acabaram por desarticular a rede de prostituição na cidade. O caso teve grande repercussão, fazendo com que, inclusive, o Tribunal cogitasse na remoção da juíza daquela comarca, não se sabe se para proteger sua integridade ou atendendo a “pedidos superiores”. O fato é que um abaixo-assinado, subscrito por 5 mil moradores de Porto Calvo (25% da população total da cidade na época), demonstraram a confiança no trabalho da juíza e o desejo de sua permanência no cargo. Nirvana denunciou a participação de empresários, fazendeiros, de um juiz da cidade, do promotor e do padre no tal esquema, mesmo depois de ouvir a declaração de uma das garotas seviciadas, que afirmou a ela que o fazendeiro C. P., um dos réus do processo, teria dito: “A juíza vai morrer violentada, porque mexeu com a minha sexualidade”. O destemido trabalho da juíza lhe rendeu o Prêmio de Direitos Humanos, em dezembro de 1999, entregue pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso.
Na comarca de São Miguel dos Campos, onde se encontra até hoje, seu bom desempenho segue incessante, no sentido de coibir a violência, venha de onde vier. E suas posições não são limitadas pela influência ou poderia econômico dos réus, de forma alguma. Tanto é assim que decisões de sua lavra cassaram os mandatos eletivos de Prefeitos eleitos na último votação.
Fontes: Jornal Extra Alagoas e Blog Advogado Iniciante
Cantá: Conselho Tutelar continua “amarrado” sem apoio da Prefeitura
Agosto 17, 2009 at 11:45 pm | In Brasil, Denúncia, Roraima | Leave a CommentCinco meses após a posse dos novos conselheiros, o Conselho Tutelar do Município de Cantá-RR ainda não dispõe de um veículo para poder atender às ocorrências, apesar de já ter enviado diversos ofícios à Prefeitura. Para realizar o trabalho, os coselheiros contam apenas com a boa vontade da Polícia Militar, que disponibiliza uma viatura sempre que há a necessidade de deslocamento até uma localidade, ou vicinal, a fim de averiguar alguma denúncia.
O problema é que as viaturas do destacamento da PM no Cantá também trabalham com cota de combustível e isso dificulta ainda mais o trabalho dos conselheiros. Essa realidade do Conselho Tutelar do Cantá foi denunciada em abril aqui no Fato Real (veja matéria AQUI) e no jornal Roraima Hoje.
Mas as dificuldades não são mérito apenas dos conselheiros tutelares do Cantá. No Município de Pacaraima, por exemplo, a realidade não era tão diferente até bem pouco tempo. No dia 8 de julho deste ano, os conselheiros foram até à Câmara de Vereadores denunciar o descaso da Prefeitura de Pacaraima para com o Conselho Tutelar (veja matéria AQUI).
A reclamação deu certo e hoje os conselheiros daquele Município contam com todo o apoio necessário da Prefeitura para trabalhar no combate aos crimes contra as crianças e adolescentes que habitam a fronteira Brasil/Venezuela, região conhecida como de alto índice de prostituição infantil.
Na Capital, Boa Vista, o Conselho Tutelar também vai muito bem, obrigado, segundo informações obtidas pelo Fato Real. Mas, e nos demais 12 municípios de Roraima? Será que todos têm veículos e estrutura física adequada para trabalhar no combate aos crimes contra as crianças e adolescentes?
Fonte: Fato Real
Mãe usa crianças para esmolar
Agosto 11, 2009 at 10:40 am | In Crimes, Denúncia, Ministério Público, Rio Grande do Sul | Leave a Comment
Caxias do Sul – Você certamente já presenciou, em algum canto da cidade, a imagem da foto acima. Ela foi enviada por Luciano Marcos Araujo Neto. Mostra uma mãe sentada na calçada que manda os filhos pequenos pedirem dinheiro na janela dos carros. A menininha obtém algumas moedas e, na sequência, irá entregá-las à mãe. O flagrante foi obtido na Rua Sinimbu, em Lourdes, quase na extremidade da via, em frente à agência do Banco do Brasil, ao lado de um drive in, onde os carros entram e saem a todo momento e são obrigados a parar.
Araujo dá mais detalhes sobre a atividade. Conta que a mãe só leva os filhos para pedir aos sábados porque é mais difícil as autoridades que devem cuidar do assunto, Conselho Tutelar em especial, aparecerem em caso de denúncia.
- Neste último sábado (dia 8 de agosto), com toda aquela chuva, essa mulher colocou a filha para pedir moedas na chuva – indigna-se Araujo.
A situação clama por atuação do Conselho Tutelar. E dá bem a idéia do comportamento irresponsável e preguiçoso de alguns pais e mães em relação a seus filhos pequenos, que se valhem desses para obter alguns trocados.
Fonte: Blog do Ciro Fabres
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