Lei inglesa pode proibir aeroporto de usar raio-X em menores

Outubro 17, 2009 at 1:14 am | In Inglaterra, Tecnologia | Leave a Comment

Se aparelho for considerado ilegal, aeroporto de Manchester só vai usá-lo em pessoas com mais de 18 anos

O aeroporto de Manchester, na Inglaterra, foi forçado a repensar o uso de suas máquinas de raio-X invasivas, depois de reclamações dizendo que imagens de crianças poderiam violar leis contra a pornografia infantil.

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Esta semana o aeroporto começou a testar por um ano o scanner de corpo inteiro, que é capaz de detectar armas ou explosivos escondidos sem que os passageiros precisem tirar a roupa, além de sapatos e cintos.

O novo scanner acaba com a necessidade de revistar os passageiros, mas o problema é que eles ficam “pelados” na frente da equipe de segurança. Até os órgãos genitais podem ser vistos na tela.

A tecnologia já foi testada no aeroporto de Heathrow, em Londres. Mas se as outras tentativas forem bem sucedidas o sistema poderá ser usado em toda a Inglaterra.

O advogado da ARCH (associação de defesa dos direitos da criança, em português) disse ao jornal inglês The Register, nesta sexta-feira (16), que esse tipo de raio-X não é bem visto pelo estatuto da criança e do adolescente da Inglaterra, que estabelece que é ofensivo publicar e tirar fotos indecentes de uma criança.

O grupo alegou que não importa se as imagens de pessoas nuas não vão ser armazenadas ou se os pais deram autorização antes que as crianças passassem pelo scanner – pela lei elas são consideradas pseudofotografias (fotografias falsas).

O aeroporto de Manchester dise que o scanner está dentro da lei e que não considera o procedimento pornografia infantil “porque foi usado para prevenir e detectar crimes”.

A administração do aeroporto admitiu nesta quinta-feira (15) que o uso do scanner em crianças pode ser ilegal e que não vai permitir o uso em pessoas com menos de 18 anos se a prática for considerada ilegal.

Fonte: Gospel Channel Brasil

Homem é condenado por deixar menina de três anos fumar

Outubro 15, 2009 at 10:07 pm | In Condenação, Inglaterra | 1 Comment

Um homem foi condenado nesta quinta-feira a 18 anos de cadeia por permitir que uma menina de três anos de idade fumasse.

Graeme Conroy, de 31 anos, recebeu a sentença em um tribunal da cidade de Newcastle, no nordeste da Inglaterra.

No julgamento, ele declarou-se culpado por causar sofrimento desnecessário e dano à saúde – artigos previstos em uma lei inglesa que protege crianças e adolescentes.

Conroy deu um cigarro aceso para a menina fumar e pediu a outra criança que filmasse a cena com um telefone celular. Segundo testemunhas, a menina de três anos teria fumado três cigarros antes da filmagem do vídeo. O incidente ocorreu no dia 24 de fevereiro deste ano. Não foi revelada a relação de Conroy com as crianças. A filmagem foi descoberta pela polícia, que indiciou Conroy. No vídeo, é possível ouvi-lo rindo ao fundo. Ele ainda diz: “Ela vai fumar tudo sozinha”.

Fonte: Último Segundo

Britânica diz que abusos que cometeu foram “repugnantes”

Outubro 12, 2009 at 7:11 pm | In Crimes, Crimes Digitais, Inglaterra | 1 Comment

Uma funcionária de uma creche na Inglaterra que abusou sexualmente de crianças admitiu à polícia britânica que o crime que cometeu foi “repugnante” e “vil”. De acordo com informações obtidas pela BBC , através de fitas gravadas pela polícia, Vanessa George, 39 anos, de Plymouth, no entanto, não quis revelar os nomes das vítimas.

Ela afirma que um dos acusados de envolvimento no caso, Colin Blanchard, 39 anos, de Rochdale, pediu a ela para tirar fotos indecentes das crianças depois de se conhecerem através de Facebook e que ela teria concordado.

Os dois serão julgados no próximo mês com junto a também suspeita, Angela Allen, 39, de Nottingham, por 37 acusações de abuso sexual infantil.

Eles nunca tinham se encontrado pessoalmente antes de admitir as infrações em tribunal, no dia 1º de outubro, mas trocaram milhares de e-mail e mensagens de texto contendo imagens de abuso infantil. Os três foram presos em junho passado, depois de uma investigação policial

Vanessa admitiu 13 acusações, incluindo abuso sexual e de fazer e distribuir imagens indecentes de crianças. No entanto, ela se recusou a revelar as identidades das crianças das quais abusou na creche Ted’s Little, em Plymouth, apesar do pedido do juiz para que ela deixasse claro aos pais quais crianças haviam sido vítimas.

Ela admitiu ter fotografado suas vítimas no banheiro, fora da vista dos colegas, e de ter escolhido crianças menores, porque eles eram alvos fáceis.

Nas fitas de entrevista de Vanessa à polícia, ela aparece afirma ter dito à Blanchard faria as fotos se ele “colocasse um anel em seu dedo”.

“Eu sabia que estava errada quando estava fazendo isso. É vil”, ela disse aos policiais, e acrescentou que “não estava fazendo isso por diversão”.

“Estou furiosa comigo mesma, realmente … é absolutamente repugnante”, afirmou ela.

Segundo informações da BBC, um detetive que conduziu as investigações disse que é questionável o arrependimento de Vanessa. Ele afirmou que ela sabe o que fez, mas que “ainda está tentando manipular a situação”.

Blanchard foi preso no dia 6 de junho, depois de um de seus colegas de trabalho ter encontrado imagens obscenas no seu computador. Uma investigação em seu laptop levou às prisões dos outros dois réus.

Fonte: Terra

Professora pedófila admite mais de cem ataques

Outubro 8, 2009 at 11:24 am | In Crimes, Inglaterra | Leave a Comment

Uma professora britânica de 48 anos foi acusada de molestar crianças entre quatro e sete anos de idade.

mulher-pedofila-professoraCarole Clarke admitiu à polícia que abusou sistematicamente de meninos e meninas durante um período de 17 anos, seguindo as crianças em banheiros públicos da região de Grimsby, Lincolnshire.

Clarke afirmou também que atacou sexualmente crianças cem vezes e já se declarou culpada de algumas acusações perante a Justiça de Grimsby, mas o número total de crimes cometidos por ela desde 1992 ainda não foi divulgado.

A professora foi denunciada depois de procurar ajuda de profissionais de saúde mental no sistema público de saúde e está detida desde janeiro. A sentença deve ser dada apenas no dia 14 de dezembro.

“Ela estava reconhecendo os sentimentos que tinha e estava tentando fazer o máximo de terapia”, afirmou o advogado da professora, David Lee.

Quando foi detida, Clarke trabalhava em uma escola, como orientadora de alunos adultos. Os detalhes do caso de Carole Clarke foram divulgados na mesma semana que uma funcionária de uma creche na Inglaterra se declarou culpada de uma série de acusações ligadas a abusos sexuais de crianças.

Vanessa George, de 39 anos, e outros dois acusados, Angela Allen, 39, e Colin Blanchard, 39, compareceram diante de um tribunal em Bristol.

Juntos, eles respondiam a 37 acusações de abuso sexual e de distribuir pela internet imagens indecentes de crianças. Os três foram presos em junho passado.

Vanessa George, que trabalhava em uma creche em Plymouth, se declarou culpada de 13 acusações, entre elas acusações de abusos de menores e de distribuição de pornografia infantil.

Acredita-se que os três se conheceram através do site de relacionamentos sociais Facebook, e que nunca tinham se encontrado pessoalmente.

Fonte: BBCBrasil

Funcionária de creche britânica admite abuso sexual de crianças

Outubro 1, 2009 at 10:05 am | In Crimes, Crimes Digitais, Inglaterra | 2 Comments

Uma funcionária de uma creche na Inglaterra se declarou culpada de uma série de acusações ligadas a abusos sexuais de crianças.

Vanessa George, de 39 anos, e outros dois acusados, Angela Allen, 39, e Colin Vlanchard, 39, compareceram diante de um tribunal em Bristol. Juntos, eles enfrentavam 37 acusações de abuso sexual e de distribuir pela internet imagens indecentes de crianças. Os três foram presos em junho passado, depois de uma investigação policial.

Vanessa George, que trabalhava em uma creche em Plymouth, se declarou culpada de 13 acusações, inclusive de abuso sexual de crianças pequenas, e de produzir e distribuir imagens indecentes de crianças.

Acredita-se que os três se conheceram através do site de relacionamentos sociais Facebook, e que nunca tinham se encontrado pessoalmente. Segundo a promotoria, eles trocaram milhares de e-mails e mensagens por celular, contendo imagens de crianças sendo molestadas.

O tribunal estava lotado de parentes de vítimas, que choraram quando ouviram a admissão.

Blanchard foi preso no dia 6 de junho, depois de um de seus colegas de trabalho ter encontrado imagens obscenas no seu computador.

Uma investigação em seu laptop levou às prisões dos outros dois réus.

Fonte: G1

Professor inventa perfil virtual para convencer jovem a fazer sexo

Setembro 30, 2009 at 2:01 pm | In Condenação, Crimes, Crimes Digitais, Inglaterra | Leave a Comment

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Um professor de ciência foi condenado nesta quarta-feira (30), na Inglaterra, a quatro anos de detenção. Matthew Knott, de 24 anos, se passou por uma adolescente na internet com o objetivo de convencer uma jovem de 13 anos, que conheceu na web, a fazer sexo com ele.

Knott enviou mensagens à garota e chegou a pedir fotos em que ela aparecia nua. Para se aproximar, ele inventou um perfil em que dizia ser uma garota chamada Jessica, de 15 anos – essa “amiga virtual” foi usada para encorajar o encontro entre a jovem e o homem, diz a publicação “Dalily Mail”.

Uma semana depois de criar “Jessica”, Knott conseguiu convencer a jovem a encontrá-lo pessoalmente. Ele a buscou em seu próprio carro, e a garota foi levada até o apartamento do professor. O homem exigiu que ela tirasse a roupa e fizesse sexo com ele.

O ex-funcionário do colégio Elton High School, em Manchester, está proibido de trabalhar com crianças e acessar a internet pelos próximos cinco anos. Ele admitiu ter se passado por uma adolescente na web e também de ter mantido relação com a jovem.

“Está absolutamente claro para todos que essas ações foram cuidadosamente planejadas e calculadas, de forma que ele pudesse encontrar essa criança para ter relações sexuais. Pais de toda a nação estão terrivelmente preocupados com o que seus filhos fazem quando usam a internet. Há pessoas como você que adotam outras identidades para encorajar as crianças a fazerem isso”, disse o juiz Michael Henshaw, responsável pela condenação.

Interesse

Adrian Farrow, advogada da garota, afirmou que em maio Knott viu o perfil da adolescente – com sua foto e idade — no site de relacionamentos Tagged.com. Usando o apelido Matt7145, o professor fez contato e os dois conversaram via comunicador instantâneo (uma ferramenta do próprio site) por cerca de uma hora. Na ocasião, ele deixou claro que tinha interesses sexuais por garotas daquela idade.

Na mesma época, a vítima passou a receber mensagens do perfil de “Jessica”, criado pelo próprio Knott. Nos textos, “Jessica” encorajava a jovem de 13 anos a se divertir.

Com esses dois perfis — o verdadeiro e o falso — o professor convenceu a garota a se encontrar com ele no dia 31 de maio. Depois do encontro, ela contou o que aconteceu a “Jessica”, que aconselhou a garota a apagar todo o conteúdo virtual que relacionasse o professor e sua vítima.

A adolescente tomou coragem e contou à mãe a história, o que acabou resultando na detenção do professor no início de junho.

Fonte: G1

E quando o juiz disse que podiam voltar a ver-se, a professora sorriu

Setembro 26, 2009 at 3:21 pm | In Condenação, Crimes, Inglaterra, Sem-categoria | 2 Comments

Culpada. Hellen Goddard, uma professora de 26 anos, foi condenada a 15 meses de cadeia por ter tido relações sexuais com uma aluna menor. Dizem que estão apaixonadas

Goddard afirmou que a aluna a pressionou
para terem uma relação

abuso-sexual-professoraFoi uma estudante brilhante, uma trompetista promissora, uma professora popular numa escola prestigiada de Londres. Um dia apaixonou-se por uma aluna de 15 anos. Em julho estalou o escândalo. A polícia vasculhou a sua casa e os jornais relataram o conteúdo das mensagens de celular mais ou menos explícitas que trocava com a menor. Esta semana, Helen Goddard, a “jazz lady“, como era conhecida, foi condenada a 15 meses de prisão. Num tribunal de Londres, o juiz fez saber que a professora de 26 anos teria que cumprir de imediato a pena numa cadeia porque o crime que cometera tinha sido demasiado grave: sexo com uma adolescente de 15 anos, ainda por cima sua aluna. E Helen chorou.

Contudo, quando ouviu que nada a impediria de, uma vez libertada, voltar a estar com a adolescente, cerrou o punho num gesto de vitória. E sorriu.

Na ressaca do julgamento de segunda-feira o país tem questionado a decisão da justiça, as fronteiras que hoje existem entre alunos e professores, mas também uma certa benevolência que alguns colunistas parecem demonstrar para com a docente-trompetista.

Helen Goddard é loura, magra, bonita, uma “menina-prodígio”, escrevem os jornais, que gosta de jazz e dava aulas numa escola de moças que desembolsam mais de 14 mil euros (cerca de 37 mil reais) por ano.

“Tenho pena da professora de música lésbica e odeio-me por causa disso”, confessava esta semana George Pitcher, especialista de religião do Telegraph, padre anglicano em Londres, num artigo publicado no jornal britânico.

“Creio que não estou sozinho. E isso preocupa-me”, rematava, depois de confessar que tem a noção de que, se no lugar de Helen estivesse um homem, a sua reação seria outra. E de que, se no lugar da adolescente estivesse a sua filha, então nem se fala.

“O Senhor guia-nos”

Os pais da aluna de 15 anos queriam que Goddard fosse impedida de ver a jovem durante os próximos cinco anos. A acusação pediu ao tribunal que emitisse uma ordem judicial que concretizasse esse desejo. Que a impedisse inclusivamente de enviar cartas da prisão à estudante. O juiz Anthony Pitt, do Southwark Crown Court, recusou, com base “no interesse” da jovem.

“Penso que seria desnecessariamente cruel impedi-la” de contactar Goddard, disse Anthony Pitt. Afinal, a adolescente diz que está apaixonada (a professora também está apaixonada pela aluna, garantiu o advogado de defesa) e que nunca foi pressionada. Mais: já sofreu muito com o fato de o caso ter sido tornado público, afirmou o juiz.

“Mas ela só tem 15 anos, faz 16 para a semana, sabe lá alguma coisa!”, clamava um apresentador de televisão no dia seguinte à leitura da sentença.

Ouvida no tribunal, a adolescente, cujo o nome não foi revelado, explicou como nasceu o romance. A cumplicidade começou nos cafés perto da escola de Londres (uma escola que tem como lema “O Senhor, guia-nos”) onde se encontravam depois das aulas. Os pais dela tinham-se separado havia algum tempo e ela costumava falar dos seus problemas com a professora.

A certa altura, começaram a frequentar a casa uma da outra. Helen Goddard conheceu os pais da aluna. Houve empatia. Em tribunal, o pai não deixou, de resto, de sublinhar como se sente traído: “A nossa filha procurou apoio numa altura em que estava vulnerável e Goddard traiu a nossa confiança e as necessidades da nossa filha.”

A adolescente acabou por confessar que queria uma relação sexual. Helen Goddard ter-lhe-á respondido que deveriam esperar, sustentou a defesa em tribunal. Mas as mensagens de celular e os encontros foram estreitando a relação. Não esperaram. O primeiro beijo aconteceu em fevereiro, quando caminhavam juntas depois de mais um dia de escola.

Fim-de-semana em Paris

Helen Goddard foi uma criança excepcionalmente dotada para a música. Chegou a tocar para a rainha no Royal Albert Hall, integrada na orquestra Hampshire County Youth Band. E aos 17 anos foi um dos cinco músicos britânicos escolhidos para atuar na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos em Sydney.

Pertence ao Exército da Salvação, é uma cristã devota, diz o Daily Mail. No Natal, vai sempre tocar trompete na igreja perto da casa dos pais.

A família ajudou-a a comprar o apartamento onde vive desde que há três anos foi dar aulas para a escola de moças – já frequentada por algumas celebridades, como a cantora pop Dido.Tem um cão, que costuma levar a passear. É tímida, dizem os vizinhos. Tem uma voz doce, relatam os jornalistas. É alguém um pouco imaturo para a idade, afirmam amigos e familiares.

Até ao dia em que a polícia lhe entrou pela casa adentro e encontrou diversos “brinquedos sexuais” e algemas, Helen Goddard e a sua aluna trocaram mais de 200 SMS. Algumas de “natureza explícita”, contou o Telegraph que deu mais detalhes: sempre às escondidas, chegaram a ter relações sexuais tanto na casa da mãe como na do pai da adolescente.

Os pais da moça achavam que a “amizade” com Goddard estava sendo uma boa influência. A adolescente parecia feliz. Em junho, deixaram-nas ir juntas a Paris. Pensavam que iam ficar com a irmã mais velha da professora. Na verdade, partilharam o mesmo quarto de hotel. E participaram numa Marcha do Orgulho Gay.

No Reino Unido, as relações sexuais são legais a partir dos 16 anos. Relações entre professores e alunos só são admissíveis se estes tiverem pelo menos 18 anos. O debate a que se tem assistido na imprensa britânica ultrapassa, contudo, esta história. Uma sondagem recente feita junto de 2200 adultos, citada pelo jornal Guardian, revelou que um em cada seis inquiridos conhecia alguém que teve “uma relação íntima” com um professor enquanto andava na escola.

Vários casos têm sido notícia no país, nos últimos anos, alguns dos quais nasceram e foram sendo alimentados pelo uso das novas tecnologias – as redes sociais, as mensagens de telemóvel… E o Guardian abordava os novos riscos destas ferramentas. Os professores são encorajados a manter contacto com os alunos, mesmo fora da escola, usando e-mails, SMS, salas de conversação por vezes nos próprios sites dos estabelecimentos de ensino, e as fronteiras estão a esbater-se – entre casa e escola, entre espaço público, que não escapa ao olhar de outros professores e de outros alunos, e o privado.

Nada que seja estranho também para os professores portugueses. “Os alunos colocam dúvidas por e-mail e acabam enviando mensagens onde falam dos seus problemas pessoais, os professores sentem-se tentados a envolver-se e cria-se um espaço indefinido” que é preciso gerir cuidadosamente, diz João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores. A margem para os mal-entendidos aumenta quando a comunicação não se faz olhos nos olhos.

“Estas plataformas são excelentes ferramentas de trabalho”, diz, por seu lado, José Morgado, psicólogo e professor do Instituto Superior de Psicologia Aplicada. E na sua utilização deve simplesmente imperar o bom senso. Por detrás do computador, ou na sala de aula, um professor “que deixa confundir os atributos do seu papel está a correr riscos” e a esquecer que o que os alunos esperam de fato do professor não é que ele seja “o irmão mais velho, ou o tipo maravilhoso”, é que seja “um professor com P maiúsculo”.

Goddard não soube estabelecer a fronteira. A adolescente teria contado a colegas a relação que mantinha com a professora. E em julho a escola recebeu uma denúncia anônima. A polícia foi alertada de imediato.

Goddard foi despedida e nunca mais poderá dar aulas a crianças. Por ordem da justiça britânica, passou a fazer parte da vergonhosa lista dos agressores sexuais do país. E o seu nome aí permanecerá nos próximos dez anos.

Fonte: Jornal Público

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Professora presa por sexo com aluna menor

Grã-Bretanha: Funcionária que revelou agressão de aluna é demitida

Setembro 22, 2009 at 9:40 am | In Inglaterra | 1 Comment

Uma funcionária que trabalhava na cantina de uma escola primária britânica foi demitida por contar aos pais de uma estudante que a menina fora vítima de agressão por parte dos colegas.

agressao-escola-violenciaOutros pais de alunos ficaram revoltados com a demissão da funcionária, e agora ameaçam tirar seus filhos da escola em demonstração de apoio a ela.

Carol Hill, que prepara e serve as refeições da escola primária de Great Tey, no leste da Inglaterra, interveio para por fim à brincadeira de mau gosto, em junho passado, quando a menina de sete anos foi amarrada por outras crianças e açoitada com uma corda.

A escola disse aos pais simplesmente que a garota havia se machucado em “um incidente” com uma corda.

Dias depois, a funcionária encontrou por acaso os pais da menina e fez um comentário sobre o episódio. Ela acabou sendo demitida por descumprir regras disciplinares da escola.

A instituição confirmou a decisão mas não quis dar detalhes do caso, alegando questões de confidencialidade entre empregado e empregador.

A decisão deixou indignados os pais da garota, que qualificaram a atitude da escola como uma tentativa de acobertar o caso.

Outros pais de alunos agora ameaçam tirar seus filhos do colégio em protesto pelo tratamento dado à funcionária.

“Temos cinco crianças matriculadas na escola, desde 1992. Eu frequentei essa escola, meus pais a frequentaram no início do século”, disse à BBC um deles, Ivan Dyer.

“Seria triste tirar nossas crianças da escola, mas acho que podemos chegar a esse ponto, e sei que há vários outros pais de alunos considerando o mesmo.”

Desde o episódio, Carol Hill tem evitado aparecer em público e está “desapontada” com a escola na qual trabalhou por oito anos, segundo declarações de seu marido à imprensa local.

Ela deu a entender que pretende apelar da decisão da diretoria dentro do prazo estipulado de dez dias.

A escola reiterou que sua prioridade é prover “a melhor educação possível” para seus alunos.

Fonte: BBCBrasil

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