Polícia de Tóquio lança operação contra bolinagem no metrô
Setembro 14, 2009 at 8:16 am | In Japão | Leave a CommentA polícia de Tóquio, no Japão, começou nesta segunda-feira uma grande operação para tentar combater a bolinagem nos trens de subúrbio e no metrô da cidade.
Policiais à paisana já estão atuando em várias linhas, especialmente nas mais movimentadas da capital.
Uma pesquisa recente mostra que quase 60% de mulheres jovens já foram molestadas no transporte público, e apenas no ano passado mais de 6 mil pessoas foram presas no país sob suspeita de ter cometido bolinagem ou de tirar fotografias sem autorização.
O problema foi parcialmente contornado com a introdução de vagões exclusivamente femininos.
Gangues
O crime da bolinagem pode levar a até sete anos de prisão no Japão.
Segundo a imprensa local, a polícia está especialmente preocupada com o fato de alguns criminosos estarem usando a internet para coordenar suas atividades e formar gangues.
Vários dos suspeitos presos nos últimos meses teriam confessado à polícia que preferiam determinadas linhas dos trens seguindo recomendações que eles leram na internet.
A operação, que também vai contar com a distribuição de panfletos alertando para o problema, deve durar uma semana.
Fonte: BBCBrasil
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Shota-con, hentai & Cia
Setembro 7, 2009 at 2:25 am | In Biblioteca Virtual, Japão | 3 CommentsShotakon ou shotacon – Geralmente abreviado para shota, é um termo japonês para um complexo relativo à sexualidade (Shôtaro Complex), onde um adulto do sexo masculino sente-se atraído por um garoto mais novo. No mundo ocidental, este termo é usado para referir-se especificamente ao anime ou mangá que mostra garotos na puberdade ou na pré-puberdade ao lado de personagens mais velhos que tenham atração por crianças. Esses trabalhos são, freqüentemente, de natureza sexual, e alguns temas comuns são yaoi e incesto com um irmão mais velho ou outro membro familiar. O equivalente feminino do shotacon é conhecido como lolicon. Alguns críticos afirmam que o gênero shotacon contribui com a estimulação do abuso sexual infantil, enquanto outros afirmam que é exatamente o contrário.
Um estilo relacionado ao shotacon, porém menos comum, é o shotacon em que as ligações são entre mulheres adultas e garotos na puberdade.
Controvérsias
Enquanto é ainda relativamente desconhecida da maioria do mundo ocidental, a arte shotacon e lolicon às vezes é criticada por ter uma moral equivalente à pornografia infantil. Porém, a maioria dos fãs de shotacon discordam, dizendo que esta é uma forma de expressão artística que supre uma audiência completamente diferente à de adultos atraídos por garotos jovens, ou que isso serve como uma alternativa a atual pornografia infantil ou a relações ilegais para aqueles que as fazem. Como garotos são, estereotipadamente, interessados em sexo em uma idade mais tenra que as garotas, o shotacon é geralmente mais bem recebido e menos estigmatizado que sua contraparte feminina. É freqüentemente utilizado como um gênero de comédia para difundir potenciais controvérsias. Além disso, muitos dos fãs masculinos de mangá e anime desfrutam de temas moderados de shotacon como uma forma de desejo contido, devido ao uso de mulheres mais velhas e atrativas em posição sexual dominante, ou como instrutora. Alguns sentem que isso compensa o estereótipo feminino natural dos temas de hentai, que idealiza as bishojo (garotas virgens e submissas) e retrata os homens como parceiros agressivos.
Origens
O termo “shotacon” é uma referência ao personagem masculino Shotaro de Tetsujin 28-go. Nesta série de anime e mangá, Shotaro é um jovem detetive que nunca tem medo de dizer o que pensa aos outros (inclusive adultos). Além de ser o jovem dono e guardião de um robô gigante, Shotaro freqüentemente vence seus adversários adultos e ajuda na solução de casos. Ele está constantemente cercado de alguns amigos íntimos, já adultos, como o chefe de polícia Inspetor Otsuka, e o inventor e cientista Dr. Shikishima, que conheceu o pai de Shotaro. Desconsiderando algumas situações nas quais nas quais seus limites físicos estavam em desvantagem, ele age na maioria das vezes como agiria um adulto, apesar de ser um jovem garoto. O surgimento deste personagem foi considerado atraente por alguns espectadores, como foi comprovado pela etimologia do termo “shotacon”. Shotaro também é um nome comum para jovens personagens masculinos em animes e mangás.
Onde este conceito de shotacon foi desenvolvido é difícil de provar, mas uma de suas raízes mais antigas desta síndrome pode ser localizada nas respostas a leitores nas série de detetives escrita por Edogawa Rampo, estrelando o detetive Kogoro Akechi. Na série, Yoshio Kobayashi e seus amigos formam o Shonentanteidan (um grupo de detetives júnior, semelhante aos Baker Street Irregulars de Sherlock Holmes) para ajudar Mr. Akechi. Kobayashi foi descrito como um perfeito pré-adolescente que, alguns poderiam dizer, tinha uma forte dependência por Mr. Akechi. Sempre que Shotaro aparecia, estava preocupado com o bem-estar de Akechi ou ajudando-o a armar armadilhas para criminosos. Nas numerosas ocasiões em que o garoto foi capturado, Akechi se desdobrava para um salvamento oportuno.
Hentai – Palavra japonesa para desenhos de teor pornográfico. Nos países ocidentais, o termo é usado para se referir em especial à pornografia nos estilos japoneses de desenho (Mangá) ou animação (Anime).
Significado japonês
No Oriente, a palavra hentai significa metamorfose, pornografia ou perversão sexual; nunca é usado para referir a atividade sexual “normal”, nem qualquer entretenimento de sexo explícito (vale lembrar que as palavras têm impacto diferente, se uma japonesa chama um amigo de hentai, é equivalente a tarado, ou pervertido, sem uma conotação suja e doentia). Os termos 18-kin (literalmente “18-proibido”), que significa “proibido a menores de 18 anos”, e seijin manga (“manga para adultos” ) são usados pelos japoneses nesse sentido.
História
Acredita-se que o hentai seja inspirado em formas de arte erótica que já existem no Japão desde o Período Edo, que ocorreu de 1600 a 1867. Naquela época, eram comuns gravuras tradicionais, conhecidas como ukiyo-e, que versavam todos os temas, inclusive o sexo e a nudez. Estas eram conhecidas como shunga, e utilizadas como manual para instruir recém-casados ao sexo, ou como objeto para auxiliar a masturbação. Muitas vezes, coleções de shunga eram dadas como presente de casamento para serem usadas na lua-de-mel.
Com a Restauração Meiji, foi introduzida no Japão a cultura ocidental, que tinha na época grandes barreiras morais à nudez em público. Com isso, o shunga entrou em decadência, mas a pornografia continuou a existir de forma mais escondida.
O surgimento do hentai moderno começou após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando permitiu-se novamente a publicação de material pornográfico. Entretanto, até 1991 era proibida no Japão a divulgação de material com pêlos púbicos, obrigando os artistas a não desenhá-los. Mesmo hoje em dia, a ausência de pêlos é uma característica própria do hentai,mas a muitas obras em que os pelos são desenhados pois nao são mais proibidos.
Em 1983, a Nintendo lançou os primeiros pornográficos para computador no Japão. Esses jogos empregavam hentai, e não mulheres de verdade, para contornar as limitações gráficas dos computadores da época. O mercado de jogos hentai, a partir daí, alcançou um tamanho razoável em países do extremo oriente e publicou alguns títulos de pouca expressão no ocidente.
No final da década de 80, o hentai ganhou um novo impulso com a popularização do doujin, ou mangás amadores. Estima-se que metade do mercado seja composto por pornografia, embora seja difícil calcular pois muitos desses trabalhos são divulgados pela internet.
Características e gêneros
A maioria dos hentais compartilha algumas características em comum. O estilo de desenho pode ter variações como nos mangás não-pornográficos, mas é quase universal que os pêlos pubianos não são desenhados, o que acaba dando uma aparência mais jovem às personagens. Geralmente, dá-se preferência a personagens jovens. Também é comum que se retratem fetiches típicos dos japoneses, como o bukkake (ejaculação no rosto e corpo por vários homens) e mulheres com partes do corpo de animais, geralmente gatos, conhecidas como nekomimi.
Mesmo trabalhos não-pornográficos de anime e mangá retratam situações adultas e nudez leve, mesmo em obras voltadas ao público infantil (como em Sailor Moon. O hentai pode ser dividido em vários gêneros, de acordo com a temática das relações exploradas na obra. Muitos fãs têm o seu gênero favorito, e alguns tipos de hentai podem ser considerados mais pervertidos do que outros.
Geralmente, usam-se palavras japonesas para denominar os tipos de hentai:
* Kemono (Animais)(no ocidente também conhecido como Yiff ou furry)
* Futanari (Hermafroditas)
* Loli-con (Meninas jovens)
* Shota-con (Meninos jovens)
* Yaoi (Gays)
* Yuri (Lésbicas)
* Guro (grotesco, pode envolver violência e scat)
Shōnen’ai – gênero do anime e do mangá que retrata relações românticas entre homens. Essas relações são leves ou insinuadas, às vezes apenas passionais, e geralmente não há retratação do ato sexual.Mas que as vezes é apenas uma amizade forte entre garotos e homens.
Algumas obras se concentram apenas em relacionamentos shonen-ai, mas é comum encontrar algo do gênero em histórias sobre qualquer tema e direcionadas a qualquer público, inclusive o infantil. Em muitos casos, a relação pode ser explicada como uma amizade mais profunda e não choca a audiência. Há uma separação bem-definida entre o shonen-ai e mangás/animes pornográficos com conteúdo homossexual entre homens, conhecidas como Yaoi.
No Japão, ironicamente, essa expressão é usada para se referir à pedofilia e não no sentido em que é usada nesse artigo: O termo usado lá para mangás e animes do gênero é Boys Love, emprestado do inglês e com o mesmo significado. Vale a pena lembrar que, em países de língua inglesa, boylove é um termo ofensivo e que se refere justamente à pedofilia.
O shonen-ai é bastante popular no Japão e nos outros países do extremo oriente, e têm muitos fãs também no ocidente: O mangá Gravitation, ícone do gênero, arrecadou 9 milhões de dólares em lucros somente nos EUA. Há também algum sucesso em países lusófonos, particularmente com o desenho Sakura Card Captors, que retrata uma relação homossexual sugerida e foi exibido na TV no Brasil e em Portugal.
Loli-con – Lolikon ou loli-con é uma abreviatura de lolita complex, ou seja, complexo de lolita em inglês. A palavra é usada no Japão para pedofilia ou efebofilia. Fora do Japão, geralmente é usada quando se refere a animes ou mangás que retratam meninas menores de idade (de 5 a 17 anos) em situações sexuais ou de nudez.
As leis japonesas consideram que mangás e animes sobre lolicon não são ilegais desde que crianças de verdade não sejam empregadas na sua produção, permitindo o surgimento de um grande mercado para esse tipo de produto. Também existem na sociedade japonesa outras formas de exploração infantil que seriam ilegais no Ocidente, como o enjo kosai, e de certa forma boa parte do mercado japonês de pornografia explora o gosto pela juventude. As leis mexicanas também permitem o lolicon.
Entretanto, a subcultura lolicon já foi acusada de encorajar a prostituição infantil. Defensores do lolicon dizem que ele não afeta negativamente as crianças e até desestimula pedófilos a procurar crianças reais.
Fonte: Wikipedia
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Brincadeira de mau gosto
Junho 28, 2009 at 12:05 am | In Artigos, Japão, Tecnologia | Leave a CommentQuem acha que as indústrias do entretenimento são guiadas por alguma outra lógica senão a do lucro, ganhou um argumento de peso quando o Rapelay passou a ser comercializado pela Amazon.
![]() Almeida lembra que, ao contrário de outras linguagens constituídas, não se pensa sobre o papel social dos games. Foto: Alexandre Gondim/DP/D.A Press |
Para quem ainda não ouviu falar, como o nome (em inglês) antecipa, RapeLay é uma espécie de simulador de estupro, criado na tradição das animes e hentais japoneses, país de moral machista arraigada, que tem a cultura pornográfica como ícone pop e onde as menininhas de sainhas curtas figuram como fetiche nacional. Neste jogo, o primeiro desafio é molestar uma mulher; depois, estuprar suas duas filhas (virgens, naturalmente), uma colegial e outra de 10 anos, esta, em um quarto decorado com ursinhos de pelúcia. Detalhe, o jogador acumula mais pontos se conseguir aumentar o sofrimento das vítimas e, por fim, induzi-las ao aborto.
A japonesa Illusion criou o game em 2006, mas só virou notícia no final do ano passado, quando o lançamento chegou às prateleiras virtuais da Amazonque, diga-se, baniu o Rapelay do seu catálogo o mais rápido que pode. Evidentemente, a partir daí, o joguinho ganhou o mundo (além de comercializado por “pirateiros” nas ruas de São Paulo, está na rede, para quem quiser baixá-lo). Se as bizarrices eróticas dos hentais circulam com desenvoltura no mercado japonês de games – a mesma Illusion lançou, em 2004, o Biko 3, no qual o jogador pode estuprar a garota que resistir ao seu charme (?!) -, no Ocidente, elas causam furor. Falsa moral? Há quem diga que sim, que se trata “apenas” de um jogo; que a literatura, o cinema, e até mesmo a televisão há tempos exploram as muitas temáticas da violência, o estupro inclusive; e que há uma lista interminável de games circulando no mercado tão violentos quanto este.
Forçando a barra, é até possível relativizar. Mas, considerando a geração em formação a quem o mercado de games fala diretamente, parece omissão demais ignorar a quebra absoluta de valores éticos e a total banalização do mal, no caso, o abuso sexual – ainda que por meio de uma representação visual. Para muitos, o Rapelay não é diferente daqueles games que extasiam os jogadores que mandam pelos ares bandidos, policiais, mocinhos, velhinhas e outros tantos alvos, mais ou menos vulneráveis. Mas a polêmica que o jogo vem despertando no Brasil parece apontar para uma encruzilhada. “Nós brasileiros fazemos uma associação entre tecnologia e evolução cultural. Como nação altamente tecnológica, é difícil pensar que o Japão não seja evoluído, mas, se consideramos evolução como concordância, certamente não é”, afirma o professor e designer Cláudio Almeida, que investigou os efeitos emocionais dos jogos digitais na pesquisa que desenvolveu para o mestrado.
Almeida ressalta que, na lógica de construção dos jogos, é preciso que haja algum tipo de desafio, um conflito a ser resolvido, e que a violência pura é o conflito mais básico – não é por acaso que entre os 10 principais games do mundo, mais da metade explore a temática da violência. “Já ouvi de psicólogos que a relação violência/sexualidade está ligada a instintos básicos; que esse não é um apelo criado pelo jogo, pelo filme, pela publicidade ou pela obra literária. Os jogos, no caso, são construídos em cima desses instintos”, explica. “A questão é: ao contrário de outras linguagens já constituídas, não existe uma crítica elaborada sobre os games, não se pensa o papel social do jogo”, pondera.
Para a psicopedagoga Teresa Bevilacqua Willcox, não há cultura repressora que justifique uma criação como o Rapelay. “Tudo bem, pode-se falar em capitalismo, mercado, no direito das pessoas consumirem o que quiserem, mas parto do princípio da doença”, afirma. “É algo que me faz pensar imediatamente na pedofilia. Fico me perguntando o que uma pessoa pode estar querendo elaborar no seu inconsciente para sentir necessidade de criar algo que tem o estupro como objetivo”, questiona Teresa Bevilacqua, que é sócia, no Recife, de uma lan house educativa.
“Claro que tem aqueles que só querem conhecer a novidade, mas existem outros com estrutura emocional fragilizada, angustiada; para esses, um jogo como o Rapelay gera um descarrego de algo que não foi elaborado”, analisa a psicopedagoga. Nesse tocante, Cláudio Almeida não pensa muito diferente. Para ele, a relação dos jovens com o jogo pode ser saudável e pode não ser. “Muitos confundem realização no jogo com realização no real. Trata-se de uma construção subjetiva. Para um garoto que joga todos os dias, algumas horas por dia, essa prática mexe com a construção de sua personalidade. Agora, a natureza dessa informação e como lidar com ela são coisas diferentes”, defende.
Fonte: Diário de Pernambuco
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Depois de polêmica, órgão regulador japonês proíbe games de estupro
Junho 5, 2009 at 5:27 pm | In Japão, Tecnologia | Leave a CommentTela do jogo “RapeLay”, que simula cenas
de estupro; jogadores ganham pontos
cometendo crimes sexuais contra mulheres
e crianças
Uma entidade reguladora da indústria de softwares japonesa decidiu proibir games de computadores nos quais os jogadores simulam violência sexual contra mulheres. O anúncio foi feito pelo porta-voz da organização por comunicado, na quinta-feira (4), logo em seguida da polêmica entre uma fabricante de jogos do país e associações de direitos humanos dos Estados Unidos.
O grupo Organização pela Ética de Softwares disse que a medida vem para controlar conteúdos que considera “desviados, extremamente, das normas sociais”.
A entidade afirma que agora proibirá “softwares de tortura sexual” e deixou claro que o fio condutor deve ser o bloqueio da circulação desse tipo de conteúdo no mercado.
O grupo informou ainda que fará triagem de todos os games de conteúdo adulto fabricados no Japão, e que os produtos virão com etiqueta de aviso.
A proibição é uma forma da indústria se autorregular para que não infrinja normas legais –mas a ideia fundamental é desencorajar fabricantes da venda desse tipo de jogo, disse o porta-voz.
A manobra da instituição vem logo em seguida de uma fabricante japonesa de games ter atraído protestos furiosos de ONGs de direitos humanos, a partir de campanhas contra o jogo “RapeLay”, que leva os jogadores a simular estupro de jovens garotas.
Usuários do game ganham pontos por atos de violência sexual, incluindo abordagem de garotas em estações de trem, estupro de virgens e suas mães, e forçando mulheres a fazer aborto, de acordo com um comunicado da organização norte-americana Equality Now.
No mês passado, a fabricante Illusion, autora do jogo, minimizou os protestos, dizendo que o jogo era voltado ao mercado doméstico, e que cumpria as exigências das legislações japonesas.
Em fevereiro, houve retaliação por parte da magazine on-line Amazon, que retirou o game de seus sites.
Com agência France Presse
Fonte: Folha Online
Colecionador de mangás poderá ser condenado nos EUA
Maio 31, 2009 at 3:04 am | In Crimes, EUA, Japão | 1 Comment
Iowa – Descrito por seu advogado como um “colecionador prolífico”, Christopher Handley, 39, confessou ser culpado pela posse e compra de mangás japoneses com imagens de representação de abuso e perversão sexuais com crianças.
De acordo com o site Wired, Handley é o primeiro a ser condenado no âmbito dessa lei e poderá pegar uma pena máxima de 15 anos de prisão.
Fãs dessa “arte” estão alarmados com a decisão, dizendo que prendendo alguém por colecionar mangás não evitará o abuso de crianças.
Desde a aprovação pelo Congresso da lei, a Côrte Suprema estabeleceu mais rigor proibindo qualquer representação visual de menores em atividade sexual, incluindo imagem gerada por computador ou qualquer outra técnica de criação.
O caso começou em 2006, quando funcionários da alfândega interceptaram um pacote vindo do Japão, para Handley. Sete livros de mangás continham imagens de menores envolvidos em atos sexualmente explícitos. Um livro incluia representações de bestialidade.
Frenchy Lunning, uma perita em mangá do Minneapolis College of Art and Design, foi consultora no processo. Ela diz que os livros foram amplamente disponíveis a partir da variedade Lolicon – uma palavra japonesa que significa “Lolita”.
“Este material é farto no Japão e em toda a Ásia. Handley não é um pedófilo. Ele não tinha fotografias de pornografia infantil”, diz Lunning.
Handley permanece livre aguardando a data do julgamento.
(Tradução: Brasil Contra a Pedofilia)
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Maio 12, 2009 at 6:25 pm | In Artigos, Japão | 2 CommentsFrancisco Nunes
Desculpem-me voltar ao assunto, mas há algo de doente na cultura (?!) japonesa. Há pessoas que insistem, que juram de pés juntos que animes e outras variações de desenho japonesas em que mulheres são mostradas como crianças ou em que crianças são mostradas como mulheres são apenas cultura, que são coisas que ofendem nossa mentalidade ocidental, mas que para eles, japoneses, não têm nada demais, que não provoca neles o que provoca nas mentes doentes e reprimidas do mundo cristianizado… e o desfile de falácias e bobagens argumentativas segue. Será que é tudo tão inocente assim? Com certeza, não.
Veja as duas notícias neste link. A primeira fala do uso de mulheres vestida como estudantes para atrair turistas. E isso promovido pelo governo japonês, que diz que é divulgar “um estilo de moda”. Será que é só isso mesmo que os turistas vão procurar: conhecer moda? Precisa mesmo disso pra divulgar turismo e atrair gente pro seu país? E se fosse tudo tão inocente e sem problemas, o que explica a segunda notícia do link: Japão bate recorde de casos de pedofilia! Epa! Como assim? Não é o país onde tudo é diferente? Em que não há problema com esses desenhos ou com o que eles mostram? Não é só arte?
Leia este trecho da segunda matéria:
Apesar da sofrida realidade, nem é preciso analisar os dados da polícia para perceber que o Japão tem um problema sério com a pedofilia. Problema que, na minha opinião, é agravado pela própria sociedade, que permite a erotização do mundo infantil e adolescente, sobretudo por meio do entretenimento.
Todos os dias é possível ver homens feitos e até senhores de idade, lendo em locais públicos como os trens, mangás que exibem em suas páginas teenagers vestindo roupinhas de colegial em poses para lá de sensuais. Os conhecidos animes, que são os desenhos animados japoneses, também não ficam para trás e acabam cultuando a mesma ideologia.
Há algo de muito, muito doente, pervertido, podre, mas divulgado, aceito e aplaudido na terra dos olhos puxados. Concordo com o que uma amiga minha diz, que sumariza tudo:
O Japão é um país que usa seus costumes milenares para camuflar a pedofilia e a pornografia infantil.
Simples, direta, no ponto, coberta de razão.

Não, não vou ilustrar o texto com alguma coisa que interesse aos doentes.
Por isso, contentem-se com essa gata com olhos de anime.
Fonte: De Tudo
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Maio 8, 2009 at 5:24 pm | In Japão, Tecnologia | 2 CommentsUma fabricante de jogos de computadores rejeitou, nesta sexta-feira (8), campanhas e protestos feitos por entidades de direitos humanos dos Estados Unidos contra o game “RapeLay”, que faz os jogadores simularem atos de violência sexual contra mulheres.
A organização Equality Now, de Nova York, lançou uma campanha nesta semana “contra jogos simuladores de estupro e banalização da violência sexual no Japão”.
Em protesto à fabricante, ativistas escreveram ao primeiro-ministro japonês, Taro Aso, argumentando que o jogo rompe com as obrigações do país em relação à Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Mulheres, ocorrida em 1985.
A fabricante do game minimizou a campanha. “Estamos confusos com a ação”, disse o porta-voz Makoto Nakaota. “Fazemos jogos para o mercado doméstico, de acordo com a legislação vigente aqui [no Japão]. Não podemos comentar [a campanha] porque não vendemos [o game] para outros mercados.”
Jogadores ganham pontos por atos de violência sexual, incluindo abordagem de garotas em estações de trem, estupro de virgens e suas mães, e forçando mulheres a fazer aborto, de acordo com um comunicado da Equality Now.
O Japão, frequentemente criticado por pornografia infantil, proibiu em 1999 a produção, distribuição e uso comercial de fotos que suscitem atividades sexuais, vídeos e outros materiais envolvendo pessoas com menos de 18 anos.
No entanto, a lei não criminaliza a posse destes tipos de materiais, e também é lacônica quanto à pornografia infantil por meio de animações de computação gráfica, categorizada como “hentai” (pervertido).
A gigante do varejo on-line Amazon encerrou as vendas de “RapeLay” dos seus websites, depois de receber reclamações. Clipes do game ainda são encontrados no YouTube.
O comitê japonês da Unicef disse que isso atrapalha as medidas internacionais para combate à pornografia infantil.
“No mundo globalizado, conectado pela internet, qualquer tipo de abertura pode arriscar todas as legislações”, disse uma porta-voz. “O mundo tem que direcionar ações voltadas à tentativa de banir o acesso e visualização de imagens virtuais.”
Um porta-voz do setor de igualdade de gêneros do governo japonês disse que o departamento “está resolvendo o problema agora”.
Fonte: Folha Online
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Crueldade e devassidão
Dê sua opinião sobre esse jogo, participando, aqui.
Garota é obrigada a escolher: Os pais ou o Japão
Abril 13, 2009 at 11:27 pm | In Japão | Leave a CommentDrama
Sarah (à esq.), Arlan (centro) e Noriko
ficarão separados
A história de uma garota de 13 anos que causou comoção no Japão chegou ao fim nesta segunda-feira (13). Noriko Calderon acompanhou os pais, Arlan e Sarah, ao aeroporto de Narita, em Tóquio, de onde eles embarcaram para as Filipinas, deportados. A garota ficou, depois que o governo japonês fez com que ela escolhesse entre a companhia dos pais em uma pequena comunidade rural nas Filipinas e a vida em Tóquio.
De acordo com reportagem da rede de televisão americana CNN, Arlan e Sarah Calderon usaram passaportes falsos no início da década de 1990 para entrar no Japão, onde se casaram e, mais tarde, tiveram Noriko. Em 2006, a mãe da garota foi presa por oficiais da imigração, mas a família decidiu ir aos tribunais para se manter unida. O caso chegou até a Suprema Corte japonesa, esfera na qual foi encerrado com a decisão de que os pais teriam de voltar para o país de origem, enquanto a menina poderia escolher seu destino.
Os advogados da família e ativistas de direitos humanos alegam que as rígidas leis de imigração japonesas violaram, neste caso, a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança. “Os direitos da criança deveriam ser protegidos quando seus pais são punidos”, disse à CNN Shogo Watanabe, advogado da família Calderon. Ele alegou que Arlan tem um emprego fixo e que a menina só fala japonês para pedir que a família permanecesse unida no Japão. “Eles não estão sendo flexíveis”, afirmou.
Nenhum integrante do escritório de Imigração do Japão deu entrevistas nesta segunda-feira (13), mas um comunicado foi divulgado. “Após sua entrada ilegal no país, eles continuaram trabalhando ilegalmente. Sua violação é extremamente maliciosa e abala as fundações do sistema de imigração do Japão”. Sem conseguir resolver o caso, os pais de Noriko decidiram que a garota teria mais chances de ter um futuro melhor vivendo Tóquio – onde vai morar com uma tia – do que na zona rural das Filipinas.
Fonte: Revista Época
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