Pais de Madeleine retomam buscas pela filha em Portugal

Setembro 23, 2009 at 4:16 pm | In Crimes, Lisboa, Portugal | Leave a Comment

Os pais de Madeleine McCann, que há mais de dois anos sumiu em Portugal, voltaram nesta quarta-feira, 23, ao país e anunciaram que pretendem retomar as buscas pela filha.

Kate e Gerry McCann se mostraram convencidos de que Madeleine continua viva. Em uma surpreendente entrevista coletiva, eles também disseram ter esperança de ver reforçada a procura pela menina, que desapareceu de um quarto de hotel quando estava prestes a completar 4 anos.

“Só queremos melhorar as buscas por Madeleine, independentemente de caso ser reaberto ou não”, declarou Kate, que pela primeira vez voltou à Portugal desde que saiu precipitadamente do país quando, em setembro de 2007, foi declarada suspeita no caso.

“As provas foram revistas e não há evidências de que Madeleine esteja morta. Não há provas de que estejamos envolvidos em uma morte. É a mensagem que esperávamos”, disse Gerry McCann, que, no entanto, afirmou que seria bom reabrir o caso, formalmente fechado pela Justiça portuguesa há mais de um ano.

Fonte: Estadão

Detido em Lisboa casal suspeito de abuso sexual de menores

Agosto 13, 2009 at 1:27 pm | In Crimes, Lisboa, Portugal | Leave a Comment

Um homem de 38 anos e uma mulher de 30 anos foram detidos pela Polícia Judiciária de Lisboa por suspeita de abuso sexual de dois menores, ambos filhos da alegada agressora.

Os dois suspeitos, que viviam maritalmente, teriam abusado sexualmente das duas crianças, atualmente com dez e 13 anos, durante “largos meses”, indica a Judiciária num comunicado divulgado hoje.

O casal será sujeito a primeiro interrogatório judicial para a aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.

Fonte: Publico

Lisboa: Exército confirma processo sobre abusos sexuais no Colégio Militar

Julho 27, 2009 at 3:03 am | In Crimes, Lisboa, Portugal | Leave a Comment

O Exército respondeu, esta sexta-feira, à notícia da existência de abusos sexuais no Colégio Militar, em Lisboa, afirmando que tem conhecimento do processo-crime e que condena os alegados atos praticados por um ex-aluno

O Correio da Manhã avançou hoje com a informação de que existiam abusos sexuais dentro do Colégio Militar. O Exército, em resposta à notícia, confirmou ter conhecimento do processo-crime no qual estão em causa atos praticados por «um ex-aluno que teria atentado contra o pudor, há alguns anos».

O Exército enviou um comunicado no qual afirma que pretende acompanhar «com proximidade e atenção todo este processo», acrescentando que tudo fará para que eventuais atos de pedofilia não venham a ficar impunes.

A instituição afirma condenar estes atos, reiterando a sua disponibilidade para colaborar com as autoridades judiciárias «tendo em vista o apuramento integral da verdade dos fatos».

«O envolvimento do nome do Colégio Militar, instituição que serve o país há mais de duzentos anos é motivo para causar uma profunda indignação e sentido repúdio, beliscando o prestígio, bom-nome e imagem que justificadamente sempre lhe foram reconhecidos», acrescenta.

Antigo aluno volta ao Colégio Militar para abusar de jovens

Na notícia, avançada pelo “Correio a Manhã”, lê-se que pelo menos seis alunos da instituição – entre os 10 e os 12 anos – teriam sido vítimas de um antigo aluno, nos dormitórios do Colégio.

O suposto agressor teria utilizado o fato de pertencer à Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar para aceder à instituição aos fins-de-semana.

O Tenente-Coronel Hélder Perdigão, porta-voz do Exército, recusou fazer qualquer comentário, alegando que o processo está sob Segredo de Justiça.

Confrontado com estes dados, o ministro da Defesa admite só hoje ter tido conhecimento destes supostos abusos. No entanto, Severiano Teixeira garante que acompanha atentamente tudo o que se passa na instituição, prova disso é a forma como agiu perante anteriores denúncias.

Este caso teria surgido na sequência de um outro processo que envolve a mesma pessoa.
O antigo aluno do Colégio Militar foi detido em finais de 2008 – diz o jornal – por suspeita de ter também abusado de 20 outras crianças na colônia balnear “O Século”, em Cascais, onde era monitor aos 32 anos.

Fontes: Sol e Rádio Renascença

Brasil é contra uma internet que não proteja os direitos infantis

Junho 19, 2009 at 11:47 am | In Brasil, Internet, Lisboa | Leave a Comment

A subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente do Brasil, Carmen Silveira, disse hoje à Agência EFE que o país não quer que a internet se transforme em uma nova área de violação dos direitos infantis.

“Nossa diferença em relação às propostas de outros países é a preocupação que temos de que a internet não seja um novo campo para violar os direitos da criança e do adolescente”, explicou Carmen, citando a relação entre a rede e a pornografia infantil e juvenil.

A representante brasileira participa da XI Conferência Ministerial Ibero-Americana de Infância e Adolescência, que termina hoje em Lisboa e na qual 14 países da região compartilharam projetos e experiências para prevenir desigualdades e garantir os direitos da infância.

A necessidade de uma estratégia que incentive uma maior inclusão digital, tanto para as novas gerações como para seu entorno – pais e familiares, entre outros -, foi um dos eixos do acesso das crianças às tecnologias destacado por Carmen.

Citou também o plano de seu Governo para doar um computador a cada aluno brasileiro, iniciativa que vem acompanhada de uma “capacitação” dos professores para aumentar a eficácia do programa.

Além disso, explicou que o Brasil deu passos “importantes” em sua legislação sobre pornografia infantil e juvenil e já classifica como delito a “posse” e armazenamento desse material e não só sua comercialização.

A subsecretária ressaltou que o Brasil criou uma página web, em colaboração com a Polícia e a Interpol, para tramitar denúncias e dar conselhos a crianças e adolescentes sobre como navegar na rede de “forma segura”.

Combater o trabalho infantil é, segundo Carmen, outro dos grandes desafios enfrentados pelo país, onde crianças e adolescentes estão expostos a trabalhos domésticos e na agricultura, além de exploração sexual.

“Não só nos preocupam os abusos que vêm de quem faz turismo sexual, mas também os que procedem de agressores locais”, ressaltou.

Fonte: G1

“The Prison Within” em exposição

Abril 19, 2009 at 9:18 pm | In Lisboa, Rússia | Leave a Comment

Lisboa – “(…) Alexandr Glyadyelov, polaco de origem e ucraniano de alma, luta, através do seu trabalho como fotógrafo, para mostrar que nada mudou.
A opressão continua na Grande Rússia. Povo endurecido pela revolução de 1917, massacrado durante a Segunda Guerra Mundial, privado de tudo durante os anos da Guerra Fria e a quem foi finalmente dada a ilusão de liberdade depois da queda do muro. (…)
Alexandr Glyadyelov faz parte deste povo. Escolhe como sujeitos as crianças abandonadas das ruas de Kiev, os toxicodependentes de Odessa e os esquecidos nos gulagues siberianos do século XXI.
Cheirar cola em criança, injetar heroína mais tarde, roubar para sobreviver à miserável realidade. Crime e castigo. A expiação do mal interior. A maldição eterna das estepes. A miragem das grandes cidades.
Alexandr Glyadyelov registra com humildade e dignidade para nós a Grande Tragédia Russa. Ele já viu como morrem os camponeses…” é esta a opinião de Paulo Nozolino sobre o artista cujo trabalho pode ser visto na Pente 10 ás Amoreiras.

Alexsandr Glyadyelov nasceu em Legnitz, Polônia em 1956, na família de um oficial do Exército Soviético.
Estudou ótica no Instituto Politécnico de Kiev. Mais tarde, estudou fotografia independentemente durante os anos 80, e em 1989 começou a trabalhar como fotojornalista profissional em regime de free-lancer.
Glyadyelov viajou extensamente pela ex-União Soviética captando fotografias na Ucrânia, Rússia, Moldova, Kyrgyzstão, Uzbequistão, Tadjiquistão, Turquemenistão, Geórgia, Azerbeijão, Arménia e Lituânia.
Também fez fotografias na Polônia, República Checa, França, Suíça, Estados Unidos, Somália, Sudão do Sul e Quênia.
Glyadyelov cobriu os conflitos armados em Moldova (onde foi ferido), Nagornij Karabakh e Chechenia.
A partir 1996-1997, Glyadyelov concentrou-se em projetos fotográficos documentais de longo prazo incluindo: crianças socialmente abusadas, epidemia HIV/AIDS entre os utilizadores de droga por via intravenosa.

As fotografias de Glyadyelov têm sido utilizadas por organizações internacionais incluindo MSF, WHO, UNAIDS e UNICEF.

Prêmios:
Grande Prêmio Ukrpressphoto-97, Prémio Hasselblad no Concurso Europeu de Fotografia em Vevey
(Suíça) em 1998, Medalha de Excelência Mother-Jones 2001, “Moving Walls 2002”, OSI, NY.

Frederico Santos Silva

Fonte: Jornal Hard Musica

Moçambique: Criança com órgão genital mutilado volta a Portugal para nova cirurgia

Abril 13, 2009 at 5:59 pm | In Lisboa, Portugal | Leave a Comment

Um menino moçambicano que sofreu uma mutilação genital e realizou uma cirurgia de reparação no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, voltou quatro anos depois a Portugal para nova intervenção, informou hoje fonte da Anistia Internacional.

O rapaz, de 13 anos, chegou hoje a Lisboa acompanhado do pai e contará com o apoio da Anistia Internacional durante a sua estada em Portugal.

“O menino vai ao Hospital Dona Estefânia, na segunda-feira, para realizar uma consulta médica e, posteriormente, será internado para a cirurgia”, declarou à Agência Lusa Maria Teresa Nogueira, voluntária da Anistia Internacional que está acompanhando o menino moçambicano.

Maria Teresa Nogueira assegurou que a criança já tem seus órgãos genitais em plenas funções e esta cirurgia será para a reparação estética.

Segundo a volunária da ONG, “o rapaz ficará na Figueira da Foz até ser internado, na casa de uma pessoa que já o acolheu da primeira vez em que esteve no país”.

“O retorno da criança à Moçambique ainda não está definido, pois tudo dependerá da sua recuperação”, referiu Maria Teresa Nogueira, acrescentando que a Anistia soube do caso na altura dos acontecimentos e tem acompanhado a situação do rapaz, assim como a Liga dos Direitos Humanos de Moçambique.

Em outubro de 2003, a criança estava indo para a escola, nos arredores de Chimoio, na província de Manica, quando foi atacada por dois homens, tendo parte do seu pênis cortado.

O menino, então com 9 anos, foi encontrado muito ferido e pedindo ajuda.

A Liga dos Direitos Humanos de Moçambique interveio no caso e, dias mais tarde, os homens – que alegadamente eram traficantes de órgãos – foram detidos.

“Infelizmente, não sabemos o que aconteceu a estes traficantes e tão pouco ficamos sabendo quem era o mandante”, declarou Alice Mabote, presidente da Liga dos Direitos Humanos de Moçambique.

Em 2005, Alice Mabote acompanhou a criança a Portugal para realizar a primeira operação, que decorreu também no Hospital Dona Estefânia.

Um relatório da Liga dos Direitos Humanos, publicado em março, concluiu que o tráfico de órgãos humanos entre Moçambique e a África do Sul é uma realidade constante e que as autoridades dos dois países nunca detiveram e levaram a tribunal alguém na posse de membros, cabeças, dedos ou órgãos genitais de seres humanos por não existir legislação que proíba a posse.

“Precisamos de legislação. Não existem leis que proíbam as pessoas de transportarem um dedo humano. A lei proíbe que o cortem, mas não proíbe a sua posse”, afirmou Alice Mabote na apresentação do relatório.

Dedos, órgãos genitais masculinos e outros órgãos são utilizados em remédios tradicionais vendidos pelos curandeiros por se acreditar que a potência dos medicamentos tradicionais é aumentada pela utilização de órgãos humanos, salientaram os investigadores.

Os órgãos humanos também podem ser usados, através de práticas de curandeiros, para dar sorte nos negócios, casamentos e relações, ou azar aos concorrentes e inimigos.

Fonte: Expresso

Portugal: Maioria das crianças desaparecidas é do sexo feminino e do Norte do país

Março 14, 2009 at 11:01 pm | In Europa, Lisboa, Portugal | 1 Comment

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Portugal: Três crianças por dia fazem exame por violação

Fevereiro 13, 2009 at 12:08 am | In Lisboa, Portugal | Leave a Comment

Ouço os passos dele no corredor. A madeira do assoalho range sempre, como rangem as solas dos seus sapatos. Fechei a porta mas sei que não vai adiantar nada. Ele consegue sempre o que quer. Já ouço, a maçaneta à roda devagarinho e sinto a respiração pesada, o hálito de cerveja, o suor que lhe escorre do corpo. Encolho-me, mas sei que não servirá de nada. Ele consegue sempre o que quer. E ele me quer.

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